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Segunda-feira, 21 de Setembro 2026
Justiça

Arte e movimento desafiam o preconceito no dia da pessoa com deficiência

Histórias de superação revelam como a criatividade e o esporte enfrentam barreiras diárias e combatem a discriminação.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Arte e movimento desafiam o preconceito no dia da pessoa com deficiência
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira (21), artistas e atletas utilizam a criatividade e o movimento para combater o capacitismo e reivindicar direitos fundamentais de cidadania. Histórias de superação mostram como a arte transforma realidades.

O fotógrafo mineiro Luciano Ambrósio, de 57 anos, perdeu a visão aos 24 anos. Morador de Ceilândia (DF), ele descobriu a fotografia há uma década.

Utilizando um software de voz e o celular, Luciano mapeia o ambiente ao seu redor. A tecnologia traduz a imagem para que ele decida o momento exato do clique.

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Ele prepara o lançamento de seu primeiro livro, intitulado Meu Olhar, previsto para novembro. A obra independente reúne cem poesias e imagens captadas por sua sensibilidade.

Inclusão na moda e ataques virtuais

A estilista goiana Juliana Santos, de 40 anos, enfrenta um momento difícil em São Paulo. Ela sofreu ataques na internet por sua condição e acionou a Justiça.

Para protestar contra o preconceito nas redes sociais, Juliana preparou um vestido especial. A peça traz estampados duzentos comentários ofensivos recebidos recentemente.

A profissional reforça que sua deficiência é apenas um detalhe. Segundo ela, a criação dos vestidos surge de sua mente e de seu olhar artístico.

Esporte e superação nas escolas e águas

Na rede pública do Riacho Fundo (DF), a professora de educação física Carolina Belfort estimula alunos através dos esportes. Cadeirante, ela incentiva a autonomia e o movimento.

Já a arquivista Daniela Francescutti, de 57 anos, brilha nas piscinas. Atleta surda, ela conquistou medalhas internacionais e transformou a natação em seu refúgio de paz.

A secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, Isadora Nascimento, destaca a urgência de um letramento social. Para ela, campanhas educativas ajudam a combater preconceitos enraizados.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
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