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O Brasil encerrou o ano de 2025 com um significativo aumento de 5% no estoque de empregos formais em comparação com o ano anterior, atingindo a marca de 59,971 milhões de trabalhadores com vínculo empregatício. Essa elevação no número de vagas, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego através da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), reforça a recuperação do mercado de trabalho brasileiro.
Do total registrado, 46,128 milhões correspondem a trabalhadores celetistas, enquanto 12,657 milhões são estatutários. Adicionalmente, 1,186 milhão de vínculos foram identificados em organizações sem fins lucrativos, sindicatos e no setor rural de pessoa física, entre outros.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou os resultados, destacando o cenário positivo. "Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo", afirmou Marinho.
Ele ressaltou ainda que a situação do emprego no Brasil poderia ser ainda mais favorável se não fosse a política de juros elevada praticada na economia.
Setores impulsionadores do crescimento
O setor de Serviços foi o grande impulsionador do estoque de empregos, contabilizando 35,695 milhões de postos, o que representa uma alta de 7,2% em relação a 2024. O Comércio também contribuiu significativamente, com 10,487 milhões de empregos e um crescimento de 1,7%.
A Indústria acompanhou o ritmo, registrando 9,017 milhões de vagas e um aumento de 1,7%. Já a Construção civil somou 2,57 milhões de empregos, com uma alta de 2,5%, e a Agropecuária alcançou 1,812 milhão de postos, crescendo 1,6%.
Dentro do segmento de Serviços, a administração pública se destacou com um crescimento notável de 15,2% no número de empregos, totalizando 1.483.555 vínculos. A maior parte desse incremento se concentrou nos municípios, com 18,2% (1,182 milhão de vínculos), e nos governos estaduais, que viram um aumento de 10,3% (408.018 vínculos).
Houve também aumentos expressivos na educação, com uma alta de 6,2% (212.611 vínculos), e um crescimento de menor intensidade na saúde humana, que registrou 4,2% (142.598 vínculos).
Remuneração média e estabelecimentos
Apesar do aumento no estoque geral de empregos, a Rais também apontou uma ligeira queda de 0,5% na remuneração média, que atingiu R$ 4.434,38 em 2025, na mesma base de comparação.
A Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada anualmente, oferece um panorama detalhado sobre os estabelecimentos formais e os vínculos celetistas e estatutários em todo o Brasil. Os dados mais recentes indicam que o número de estabelecimentos com empregados cresceu 2,1%, passando de 4,7 milhões para 4,8 milhões.
Distribuição regional do emprego formal
Em termos de crescimento relativo entre as regiões, o Nordeste liderou com um avanço de 10,1%, gerando 1.076.603 novos vínculos. A Região Norte também apresentou alta de 10,1%, com 354.753 vínculos, seguida pelo Centro-Oeste, que registrou 5,7% de crescimento e 322.513 vínculos.
As regiões Sudeste e Sul também mostraram aumentos absolutos expressivos, com 2,9% de crescimento cada. O Sudeste adicionou 807.240 vínculos, enquanto o Sul contribuiu com 285.514 novos postos de trabalho.
A distribuição do emprego formal no Brasil manteve sua concentração na Região Sudeste (47,4%), seguida pela Região Nordeste (19,5%) e pela Região Sul (16,8%), refletindo a dinâmica econômica de cada área.
Entre as Unidades da Federação, o Amapá registrou o maior crescimento relativo no estoque de empregos formais em comparação com 2024, com uma impressionante alta de 20,5% (31.396 vínculos). Piauí (13,2% e 74.244 vínculos), Alagoas (13% e 81.633 vínculos) e Paraíba (12,9% e 103.278 vínculos) também apresentaram aumentos relativos significativos.
Em termos de variação absoluta, São Paulo liderou com um aumento de 2,3% (357.493 vínculos). Bahia (9,7% e 266.035 vínculos), Minas Gerais (3,7% e 224.876 vínculos) e Ceará (10,6% e 195.462 vínculos) também se destacaram com um grande número de novos postos de trabalho.