A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reiterou nesta sexta-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que ele permaneça em prisão domiciliar. A solicitação, dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, fundamenta-se na alegação de ausência de falta disciplinar grave por parte de Bolsonaro e em suas condições de saúde, especialmente após a Polícia Civil do Distrito Federal não o ter indiciado no caso da apreensão de uma arma com um de seus seguranças.

Os advogados do ex-presidente argumentaram que Bolsonaro não cometeu qualquer infração disciplinar grave relativa à apreensão da arma. Eles enfatizaram a decisão da Polícia Civil do Distrito Federal, que concluiu que o armamento estava legalizado e que não houve crime cometido pelo ex-presidente.

Além disso, a defesa informou que o ex-presidente não manifesta interesse na restituição do armamento em questão.

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"Os elementos agora produzidos, portanto, apenas reforçam as razões já deduzidas pela defesa na manifestação anteriormente apresentada acerca da inexistência de falta grave, à regularidade do registro da arma e à completa excepcionalidade da situação submetida à apreciação deste juízo", declararam os advogados em seu documento.

Saúde como fator determinante

A defesa também aproveitou para ressaltar as condições de saúde de Bolsonaro, utilizando-as como um argumento adicional para a manutenção de sua prisão domiciliar.

"Diante do exposto, considerando, ainda, as razões médicas já submetidas à apreciação de Vossa Excelência, requer seja reconhecido que os elementos coligidos no curso das investigações corroboram as razões anteriormente deduzidas e, à vista da manifestação da Procuradoria-Geral da República, seja definitivamente afastada qualquer cogitação de falta grave, com o regular prosseguimento da execução penal nos moldes atualmente aplicados", complementou a defesa no pedido.

No ano anterior, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no âmbito do processo de trama golpista. Posteriormente, após ser submetido a uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por um período de 90 dias. O ex-presidente está em recuperação de uma pneumonia bacteriana.

Este prazo de 90 dias teve início em 27 de março e se encerrou em 25 de maio.

A decisão final sobre a renovação da prisão domiciliar ou o retorno de Bolsonaro ao presídio da Papudinha, em Brasília, caberá ao ministro Alexandre de Moraes.

FONTE/CRÉDITOS: Andre Richter - Repórter da Agência Brasil