O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (5) que o país necessita de responsabilidade fiscal e transparência para impulsionar os investimentos no Brasil. A declaração foi feita durante a reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.

Em seu discurso, o mandatário ressaltou a importância de oferecer segurança aos mercados globais. Segundo ele, o capital externo busca cenários ordenados e compromisso com regras claras antes de aportar recursos no setor produtivo nacional.

“Para a gente atrair, temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, afirmou o presidente ao tratar do cenário econômico.

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Parcerias com o setor privado

Lula ressaltou que o governo não pretende assumir o controle exclusivo do setor de terras raras e minerais críticos. Ele ponderou que o papel do Estado não deve ser o de “senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização”.

De acordo com o presidente, a meta é firmar acordos internacionais sustentáveis. “Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza”, pontuou.

Compromisso fiscal e popular

Ao sinalizar rigor fiscal aos agentes financeiros, Lula também fez referências ao resultado das urnas. Ele destacou a participação dos mais de 64 milhões de eleitores que garantiram sua reeleição, citando a mobilização popular e o engajamento dos cidadãos.

“Quem ganhou essa eleição não foi um partido nem um candidato. Quem ganhou essa eleição foi o povo brasileiro que acordou para não permitir que o país caísse num abismo de incerteza”, disse, destacando a importância do pleito de 25 de outubro.

Por fim, o presidente concluiu que a gestão tem a obrigação de retribuir a confiança da população, trabalhando para garantir dignidade ao país por meio de um projeto de desenvolvimento consistente.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil