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Sábado, 08 de Agosto 2026
Justiça

Defesa de Bolsonaro alega desconhecimento sobre publicação de carta por Flávio

Senador Flávio Bolsonaro teve visitas ao pai, em prisão domiciliar, suspensas após divulgação de missiva escrita pelo ex-presidente.

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Por Pagina1mt
Defesa de Bolsonaro alega desconhecimento sobre publicação de carta por Flávio
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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A equipe de defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (15) que o ex-presidente desconhecia a intenção de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de publicar uma carta redigida por ele nas redes sociais. A declaração surge em resposta a um pedido de esclarecimentos feito pelo ministro Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes determinou a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, que cumpre prisão domiciliar, por um período de 90 dias. A justificativa para a medida foi a alegação de que o ex-presidente estaria utilizando terceiros para burlar a proibição de acesso às redes sociais.

Conforme sustentado pelos advogados, Bolsonaro não tinha ciência da postagem da carta e não houve qualquer combinação ou orientação prévia para tal ato. A defesa assegurou que o ex-presidente tem cumprido rigorosamente as medidas cautelares impostas desde o início de seu regime domiciliar.

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“O peticionário jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições impostas por Vossa Excelência, permanecendo fiel ao cumprimento das cautelares desde o início do regime domiciliar humanitário, comprometendo-se a continuar observando rigorosamente todas as condições estabelecidas por esse juízo”, declarou a defesa.

Procuradoria-Geral da República (PGR)

Após receber a manifestação da defesa, o ministro Alexandre de Moraes solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise o caso e apresente seu parecer em um prazo de cinco dias.

A decisão do STF poderá determinar se Bolsonaro violou a restrição de uso de redes sociais durante a prisão domiciliar. Caso seja constatado o descumprimento, o ex-presidente poderá ser transferido de volta para o presídio da Papudinha, em Brasília.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão no âmbito do processo que apura a trama golpista. Posteriormente, após passar por um procedimento cirúrgico, obteve o direito de cumprir pena em regime domiciliar, recuperando-se atualmente de uma pneumonia bacteriana.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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