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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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Alexandre de Moraes impede Alerj de revisar prisão do deputado Thiago Rangel
Justiça

Alexandre de Moraes impede Alerj de revisar prisão do deputado Thiago Rangel

Apesar da Constituição do Estado do Rio de Janeiro prever prazo de 24 horas para a Casa votar sobre a manutenção de uma prisão, a determinação do STF se antecipa a essa possibilidade.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (6) que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) está impedida de realizar uma sessão para reavaliar a decisão que resultou na prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Com essa medida, o parlamentar permanecerá detido por tempo indeterminado.

Thiago Rangel foi detido na última terça-feira (5) como parte da quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal (PF). A investigação apura supostas irregularidades e fraudes em contratos de aquisição de bens e serviços para a Secretaria de Educação do estado do Rio de Janeiro.

A decisão de Moraes se adiantou a uma possível votação da Alerj, que, conforme a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, teria um prazo de 24 horas para deliberar sobre a manutenção da prisão de um deputado.

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O ministro argumentou que essa prerrogativa, embora prevista na Constituição Federal para congressistas, tem sido sistematicamente desvirtuada por diversas assembleias legislativas estaduais, servindo, em sua visão, para “garantir a impunidade” de parlamentares.

Moraes expressou sua preocupação, afirmando que “efetiva e lamentavelmente, as assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”.

A controvérsia em torno da aplicação da norma constitucional fluminense foi um ponto central na argumentação do ministro, que detalhou sua visão sobre o tema.

Conforme a análise de Moraes, a norma presente na Constituição fluminense não pode ser aplicada de maneira automática ao caso de Thiago Rangel.

Ele justificou que tal aplicação não seria “razoável, proporcional e adequada” quando, ao invés de cumprir a “ratio” (razão) da previsão constitucional federal de simetria aos congressistas, ela é desvirtuada para “a perpetuação de impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do Poder Público”.

Audiência

Na mesma determinação, o ministro Alexandre de Moraes agendou para esta quarta-feira (6), às 16h, uma audiência de custódia para o deputado Thiago Rangel. O objetivo é verificar as condições de sua prisão. A audiência será conduzida por uma juíza auxiliar do ministro e possui caráter de formalidade processual, o que significa que a prisão preventiva será mantida.

Defesa

Em um comunicado à imprensa divulgado após a prisão, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel reiterou que o parlamentar nega veementemente qualquer prática de atos ilícitos. Os advogados afirmaram que ele prestará todos os esclarecimentos necessários no decorrer da investigação, ressaltando que “qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil
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