Após dez dias de intensa mobilização e escolas com atividades afetadas, os trabalhadores da educação da rede municipal de Rosário Oeste decidiram, em assembleia, suspender a greve.

O recuo estratégico acontece após uma rodada de negociações entre a subsede do Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso) e o Poder Executivo, que resultou em avanços financeiros importantes para a categoria.

A volta às salas de aula, no entanto, não significa um cheque em branco para a gestão municipal.

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A categoria atrelou o fim definitivo do movimento a uma condição rígida: o envio imediato da Mensagem nº 033/2026 à Câmara de Vereadores, projeto de lei que blinda e regulamenta os novos pagamentos acordados.

A proposta aceita pelos profissionais traz melhorias salariais significativas para diferentes frentes da educação pública municipal:

  • Professores (Ativos e Aposentados): Garantia do pagamento integral do Piso Salarial Nacional.

  • Apoio Administrativo e Técnicos da Educação: Recomposição salarial imediata de 6,39%.

O reajuste para os funcionários de escola — que engloba merendeiras, profissionais de limpeza, apoio e motoristas — foi celebrado pelas lideranças sindicais como uma vitória da persistência, visto que a categoria costuma enfrentar maior resistência em negociações salariais.

Apesar do clima de alívio com o retorno das aulas, o Sintep-MT protocolou uma contraproposta detalhada exigindo o cumprimento de pautas estruturais que ainda estão travadas. Segundo os líderes do movimento, a categoria continuará mobilizada e monitorando os próximos passos da prefeitura.

Moisés Almeida, presidente da subsede do Sintep em Rosário Oeste, enfatizou que os avanços corrigem injustiças de anos. "É uma valorização essencial para profissionais que há muito tempo amargavam a falta de direitos salariais e condições dignas de trabalho", pontuou.

Edna Aparecida Alves, vice-presidente da subsede, reforçou o tom de vigilância: "O próximo passo será acompanhar a tramitação e a votação do projeto de lei na Câmara Municipal, garantindo que os compromissos assumidos pela administração sejam efetivamente cumpridos".

A trégua na greve mantém acesa a cobrança por melhorias urgentes que vão além do salário. A categoria exige da prefeitura:

  • Elaboração e aprovação de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS);

  • Realização de concurso público para preenchimento de vagas na rede municipal;

  • Reformas na infraestrutura das escolas e melhorias no transporte escolar;

  • Revisão da qualidade da merenda e implementação de jornada única.

A comunidade escolar e os pais de alunos agora respiram mais aliviados com o retorno do calendário letivo, mas os olhos de Rosário Oeste continuam voltados para a Câmara Municipal, onde o destino do acordo será selado nos próximos dias.

Foto: Sintep MT
Foto: Sintep MT

FONTE/CRÉDITOS: DA REDAÇÃO