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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou nesta quarta-feira (8) a preocupação do governo brasileiro em relação a possíveis intervenções militares dos Estados Unidos. A manifestação ocorre após a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo governo norte-americano, reforçando a necessidade de a soberania do Brasil ser respeitada.
Segundo Fachin, a autonomia do Brasil é inegociável. "O Brasil é um Estado soberano, e a soberania se exerce com firmeza e serenidade", declarou o ministro.
Ele acrescentou a convicção de que "isso há de prevalecer, quer aqui na região, quer no concerto global das nações", sublinhando a importância da posição do país no cenário internacional.
Medidas internas e contexto internacional
Ainda na manhã desta quarta-feira, o ministro participou da inauguração de três varas especializadas no combate ao crime organizado, localizadas em São Paulo.
Fachin fez questão de esclarecer que a criação dessas varas não possui qualquer ligação com as ações recentes do governo do presidente Donald Trump.
"Esse conjunto de atitudes estava sendo pensado há muito tempo. Não se instalam três varas de combate ao crime organizado em um período de tempo curto. Isso requer um planejamento", explicou, destacando o longo processo de planejamento por trás da iniciativa.
A decisão do governo Trump de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas foi tomada em maio deste ano. Mais recentemente, na semana passada, os Estados Unidos impuseram sanções a dois cidadãos brasileiros e três empresas por supostos laços financeiros com o Primeiro Comando da Capital.