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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026
Justiça

Relatório da Human Rights Watch aponta graves falhas na Operação Contenção

Documento internacional detalha problemas em perícias, falta de preservação de locais e manipulação de câmeras corporais no Rio de Janeiro.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Relatório da Human Rights Watch aponta graves falhas na Operação Contenção
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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Um relatório divulgado pela organização Human Rights Watch revelou falhas graves na condução e investigação da Operação Contenção, ação policial mais letal da história do Rio de Janeiro que completou um ano com 122 mortes registradas nos complexos da Penha e do Alemão.

A ofensiva resultou no óbito de cinco agentes de segurança e 117 civis. Até o momento, apenas os inquéritos referentes aos policiais foram concluídos pelo estado.

Para produzir o documento, a ONG analisou cerca de nove mil páginas de procedimentos criminais, laudos de necropsia e milhares de horas de imagens de câmeras corporais.

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Perícia ausente e corpos expostos

Segundo a investigação independente, equipes periciais da Polícia Civil jamais foram enviadas aos locais onde as mortes ocorreram durante a incursão na zona norte.

Diversos corpos foram removidos sem o devido rigor técnico, ficando expostos à temperatura ambiente por horas. Isso gerou rápida decomposição e prejudicou diretamente o trabalho dos legistas no Instituto Médico Legal.

Manipulação de câmeras e indícios

O relatório também apontou que agentes públicos interferiram nas gravações de suas câmeras corporais em momentos cruciais, como trocas de tiros e prisões.

Nenhuma das 117 mortes de não policiais foi filmada integralmente pelos equipamentos regulamentares.

Além disso, o levantamento destacou que 60% das vítimas civis foram atingidas por quatro ou mais disparos, levantando questionamentos adicionais sobre a dinâmica dos confrontos.

A Secretaria de Segurança Pública informou que as apurações sobre os óbitos civis continuam em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital, com acompanhamento do Ministério Público.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
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