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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026
Economia

Governo federal libera crédito suplementar de R$ 5,2 bilhões para áreas sociais

Verba reforça o pagamento do BPC e garante a continuidade da assistência farmacêutica no SUS através de remanejamento orçamentário.

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Por Pagina1mt
Governo federal libera crédito suplementar de R$ 5,2 bilhões para áreas sociais
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou nesta quarta-feira (27) a abertura de um crédito suplementar de R$ 5,166 bilhões. O montante será injetado nos orçamentos fiscal e da Seguridade Social para assegurar o funcionamento de órgãos do Executivo e manter serviços essenciais à população.

A medida foi oficializada pela Portaria nº 485/2026. Para viabilizar a operação, o governo realizou o remanejamento de verbas por meio da anulação de dotações orçamentárias que não estavam sendo executadas conforme o planejamento inicial.

A maior fatia do recurso, totalizando R$ 4,726 bilhões, foi direcionada ao Fundo Nacional de Assistência Social. O objetivo é garantir o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com deficiência e da Renda Mensal Vitalícia (RMV) por invalidez, suprindo uma demanda prioritária da pasta.

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Destinação dos recursos

Além da assistência social, o governo priorizou o financiamento de setores estratégicos. Entre os beneficiados estão o ensino profissional marítimo militar (R$ 27,4 milhões) e projetos de desenvolvimento sustentável (R$ 10,6 milhões), além de ajustes administrativos em diversos ministérios.

Reforço na saúde

O Fundo Nacional de Saúde receberá R$ 387,6 milhões para a assistência farmacêutica do SUS. O aporte visa assegurar a aquisição e a distribuição de medicamentos da atenção básica e especializada em todo o país. Estados como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul estão entre os principais contemplados com as novas verbas.

Origem das verbas

A cobertura desse crédito suplementar veio do cancelamento de dotações em diversas esferas. Foram contingenciados valores de subvenções agropecuárias, transferências do setor energético e despesas de pessoal. Também houve cortes em dotações de aposentadorias e pensões de universidades e institutos federais para equilibrar as contas públicas.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil