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Terça-feira, 01 de Setembro 2026
Política

Orçamento de 2027 traz salário mínimo de R$ 1.741 e corte de gastos com pessoal

Projeto enviado ao Congresso aposta em superávit primário e mudanças nas contas públicas para cumprir a meta fiscal.

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Por Pagina1mt
Orçamento de 2027 traz salário mínimo de R$ 1.741 e corte de gastos com pessoal
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao orçamento de 2027, estipulando o salário mínimo em R$ 1.741. A proposta também prevê a redução de despesas obrigatórias com pessoal.

A iniciativa busca cumprir a meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A intenção é gerar receitas superiores às despesas primárias em 0,5% do Produto Interno Bruto, montante equivalente a R$ 73,2 bilhões.

Conheça o ciclo orçamentário federal

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O cálculo desconta dívidas de sentenças judiciais, permitindo que o projeto aponte um superávit ainda maior, de R$ 83,4 bilhões. Contudo, o Executivo reforça que haverá um resultado positivo efetivo de R$ 18,6 bilhões sem considerar essas deduções legais.

Expectativa da equipe econômica

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que este será o primeiro superávit real em vários anos. Já o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, demonstrou total confiança nos indicadores apresentados pela pasta.

Com o arcabouço fiscal limitando os gastos públicos e alterando o cálculo para a saúde, gatilhos automáticos devem cortar despesas obrigatórias em R$ 18 bilhões até o ano de 2027.

Impacto para servidores e tributos

O governo precisará dosar reajustes e novas contratações no serviço público. O crescimento das despesas nessa área deve ficar em 3,2%, abaixo da média registrada entre 2023 e 2026.

Na parte tributária, a transição traz a entrada da Contribuição sobre Bens e Serviços e do Imposto Seletivo. A estimativa oficial é arrecadar R$ 678 bilhões com os novos tributos sobre o consumo criados pela reforma.

Por fim, o texto reserva um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios e fixa as emendas parlamentares impositivas em R$ 44,8 bilhões, mantendo o foco na austeridade fiscal.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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