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Terça-feira, 01 de Setembro 2026
Economia

Arrecadação com Imposto Seletivo deve atingir R$ 41,9 bilhões em 2027

Nova taxa criada pela reforma tributária visa desestimular o consumo de itens nocivos à saúde e ao meio ambiente no país.

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Por Pagina1mt
Arrecadação com Imposto Seletivo deve atingir R$ 41,9 bilhões em 2027
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O novo Imposto Seletivo, amplamente conhecido como imposto do pecado, tem projeção de arrecadar R$ 41,9 bilhões no ano de 2027. O dado foi integrado ao Projeto de Lei Orçamentária Anual entregue ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

A taxa incidirá sobre mercadorias e práticas consideradas nocivas à saúde coletiva ou à ecologia.

A lista engloba cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, veículos poluentes, extração mineral, loterias e apostas esportivas.

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Embora a cobrança comece em 2027, as regras definitivas ainda dependem de aval do Legislativo.

Produtos taxados

A relação oficial para o tributo abrange diversos segmentos industriais e de serviços.

• Cigarros e derivados de tabaco;

• Bebidas alcoólicas em geral;

• Refrigerantes e bebidas com adição de açúcar;

• Veículos com base na emissão de poluentes;

• Extração de bens minerais;

• Loterias e apostas esportivas.

O Ministério da Fazenda informou que a prioridade inicial é manter a carga tributária atual durante a transição.

Posteriormente, as alíquotas poderão subir para desestimular o consumo de itens prejudiciais.

Impacto na saúde

O governo justifica a taxação com base nos elevados custos gerados por esses produtos para o sistema público.

Estudos da Fiocruz apontam que o álcool gerou R$ 18,8 bilhões em despesas no ano de 2019.

Já o tabagismo provoca impacto anual estimado em R$ 153,5 bilhões, considerando gastos médicos e perda de produtividade.

Reforma tributária

O tributo faz parte do novo modelo de taxação aprovado pelo Parlamento em 2023.

A implementação será gradual, estendendo-se até o ano de 2033 em todo o território nacional.

Críticas do setor

Empresários dos setores afetados argumentam que a carga tributária brasileira já é muito elevada.

Eles alertam para riscos de desemprego e crescimento do mercado ilegal caso ocorram novos aumentos expressivos.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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