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Terça-feira, 01 de Setembro 2026
Economia

Bolsa Família não terá reajuste previsto no Orçamento de 2027

Proposta enviada ao Congresso reserva R$ 157,1 bilhões para o programa social e mantém o pagamento mínimo em R$ 600 por família.

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Por Pagina1mt
Bolsa Família não terá reajuste previsto no Orçamento de 2027
© Agência Brasil/Tomaz Silva
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Enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, a proposta de Orçamento para 2027 não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para a iniciativa social.

Esse montante é inferior aos R$ 158,6 bilhões estimados para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões alocados em 2025.

Com a medida, o auxílio básico continua fixado em R$ 600 mensais por núcleo familiar.

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O congelamento reflete o esforço da equipe econômica em conter as despesas obrigatórias.

Dessa forma, a responsabilidade de debater uma possível correção passa a ser dos parlamentares durante a tramitação do texto.

Benefício congelado

O Bolsa Família não passa por recomposição desde que foi relançado, em março de 2023.

A lei que rege a assistência permite revisões bienais, mas o Planalto interpreta que a alteração é facultativa e não uma imposição.

Apesar disso, continuam ativos os adicionais conforme a configuração do grupo familiar.

Existem repasses extras de R$ 150 por criança menor de 7 anos e de R$ 50 para gestantes e jovens.

Os acréscimos são cumulativos e respeitam o perfil de cada beneficiário cadastrado.

Quem recebe

Para ingressar no sistema, a renda per capita não pode superar R$ 218 mensais.

Também é obrigatório manter os dados em dia no Cadastro Único e cumprir exigências de saúde e educação.

Em agosto, o projeto deu cobertura a cerca de 19,3 milhões de lares brasileiros.

O total de assistidos permanece estável em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Pressão no Congresso

A escolha por não atualizar os valores acontece em um momento de fiscalização rigorosa sobre as contas públicas.

Enquanto o Executivo busca enxugar gastos, o Legislativo terá espaço para negociar mudanças e tentar elevar os recursos destinados ao programa.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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