O investimento por aluno no Brasil, considerando desde o ensino fundamental até o superior, registrou a marca de US$ 4.133 em 2023. Divulgada nesta terça-feira (29), a cifra representa cerca de um terço da média observada nos países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que alcançou US$ 13.601 por estudante conforme o relatório Panorama da Educação 2026.
O documento mapeia os gargalos de sistemas de ensino em 50 nações. O Brasil ficou atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos.
O Chile registrou US$ 5.794 por estudante, enquanto a Costa Rica atingiu US$ 7.028.
Investimento público
Mesmo com o gasto por estudante reduzido, o Brasil destina uma fatia maior do Produto Interno Bruto para a área.
Em 2023, o aporte público alcançou 4,5% do PIB, superando os 4% registrados na média dos membros da OCDE.
O Ministério da Educação apontou que o estudo sinaliza uma retração nos aportes educacionais ao longo de oito anos em diversas regiões.
Para Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco, o baixo valor por estudante limita os resultados de aprendizagem.
“O Brasil já investe mais em proporção do PIB, mas ficamos muito abaixo no gasto por aluno”, avalia o especialista.
Investimento na educação
O levantamento indica que os aportes governamentais crescem conforme avança o nível de escolaridade.
No Brasil, o ensino fundamental 1 recebeu US$ 4.064 por estudante em 2023, subindo para US$ 4.390 no fundamental 2.
Despesas correntes
As despesas foram divididas entre investimentos em infraestrutura e custos operacionais correntes.
No Brasil, a folha de pagamento de professores e funcionários consome 75% dos recursos operacionais do ensino fundamental, abaixo dos 79% da OCDE.
Education at a Glance 2026
O Panorama da Educação 2026 reúne estatísticas de nações parceiras e membros do programa INES, além de integrantes do G20.