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Quinta-feira, 29 de Outubro 2026
Economia

Dívida pública atinge 82,9% do PIB enquanto déficit primário soma R$ 5,5 bilhões

Endividamento do governo se mantém no patamar mais elevado desde o período crítico de 2021, conforme dados divulgados pelo Banco Central.

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Por Pagina1mt
Dívida pública atinge 82,9% do PIB enquanto déficit primário soma R$ 5,5 bilhões
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, ao passo que a dívida pública permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto, somando R$ 11,1 trilhões.

As informações foram tornadas públicas nesta quinta-feira (29) por meio do relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central (BC).

O endividamento manteve-se estável na comparação com agosto.

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No entanto, continua no maior patamar observado desde 2021.

Esse cenário reflete os impactos remanescentes da pandemia de covid-19 nas contas públicas.

Em contrapartida, houve uma melhora em relação a setembro do ano anterior, quando o saldo negativo atingiu R$ 17,5 bilhões.

O indicador mede a diferença entre receitas e despesas governamentais, sem contabilizar os juros.

Resultado por esfera

O comportamento fiscal variou entre os diferentes níveis de governo no período analisado:

  • Governo Central: superávit de R$ 3,5 bilhões;
  • Estados e municípios: déficit conjunto de R$ 5,6 bilhões;
  • Empresas estatais: déficit de R$ 3,4 bilhões.

No acumulado entre janeiro e setembro, o déficit primário alcançou R$ 94,3 bilhões, o equivalente a 0,93% do PIB.

Metodologias diferentes

O Tesouro Nacional apontou um superávit de R$ 4,8 bilhões para o Governo Central no mesmo mês.

A divergência ocorre devido aos critérios metodológicos de cada instituição.

Enquanto o Tesouro foca na execução orçamentária, o Banco Central monitora a variação do endividamento total.

Dívida permanece elevada

A Dívida Bruta do Governo Geral avançou 4,3 pontos percentuais no acumulado de 2026.

Segundo o BC, a alta foi influenciada por juros nominais e pelo estoque da dívida.

Juros ampliam déficit

As despesas com juros nominais somaram R$ 107,5 bilhões em setembro.

O montante reflete operações de swap cambial e o impacto da inflação medida pelo IPCA.

No acumulado de 12 meses, os gastos com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão.

O desafio fiscal permanece central para a estabilização econômica do país.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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