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Quinta-feira, 17 de Setembro 2026
Justiça

Dino manda PF investigar concessionárias de cemitérios e ex-banqueiro

Ministro do STF determinou apuração sobre Daniel Vorcaro, mas blindou André Mendonça de atos investigativos sem o aval da presidência da Corte.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Dino manda PF investigar concessionárias de cemitérios e ex-banqueiro
© Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiguem a suposta ligação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com as concessionárias de cemitérios que administram os serviços funerários em São Paulo. A decisão, proferida nesta quinta-feira, baseia-se em indícios de irregularidades na gestão do setor.

A medida foi tomada após notícias revelarem um encontro, em março de 2025, entre o ministro André Mendonça, antigo relator do caso envolvendo o Banco Master, e Vorcaro. Posteriormente, Mendonça confirmou a reunião, explicando que o debate girou em torno de créditos de precatórios de fundos vinculados à instituição financeira.

De acordo com as apurações, esses fundos possuem participação societária nas empresas que gerenciam os cemitérios paulistanos. O processo principal, que tramita desde 2023, está sob a análise da presidência do STF.

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Restrições na investigação

Ao ordenar a apuração, Dino ressaltou que os trabalhos devem focar estritamente na relação entre o Banco Master e as concessionárias. Ele enfatizou que qualquer investigação direcionada a André Mendonça exige autorização prévia da Corte.

Por essa razão, o despacho foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, para a adoção das providências que julgar necessárias. Cabe exclusivamente à presidência do tribunal decidir sobre investigações contra integrantes do colegiado.

“Desde logo, esclareço ser vedado qualquer ato investigativo que possa atingir o ministro André Mendonça”, declarou Dino, reforçando que essa competência cabe apenas ao presidente do STF.

Disputa sobre tarifas funerárias

Flávio Dino também relata uma ação do PCdoB que questiona o aumento de preços cobrados pelas concessionárias na capital paulista. Em novembro de 2024, o ministro ordenou o restabelecimento dos valores cobrados antes da privatização dos serviços.

Dados do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) apontam que, antes da concessão, a taxa mínima do serviço funerário era de R$ 428,04. Após a entrada da iniciativa privada, o pacote básico saltou para R$ 1.494,14, um aumento expressivo que motivou a judicialização.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil 
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