Duas pessoas foram presas na noite desta quinta-feira (10), em Cuiabá, após duas jovens de 19 anos denunciarem que foram impedidas de deixar uma boate onde realizavam programas sexuais. Segundo o boletim de ocorrência, as vítimas afirmaram ainda que teriam sido cobradas em R$ 500 cada para poder sair do estabelecimento.
Os detidos são uma mulher de 31 anos, apontada como proprietária da boate, e um homem de 38 anos, que trabalharia como gerente do local.
Conforme o relato das jovens aos policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar, elas haviam sido contratadas pela proprietária para realizar programas no estabelecimento. A viagem das duas de Manaus até Cuiabá teria sido custeada pela mulher.
As vítimas disseram que já tinham comprado passagens para retornar a Manaus e, nesta quinta-feira, se preparavam para seguir de carro de aplicativo até a rodoviária. No momento em que tentavam sair, porém, teriam sido impedidas pelo gerente.
R$ 500 para deixar a boate
Segundo as jovens, o homem teria usado força física para impedir a saída e retirado as malas que elas carregavam. Ele também teria informado que cada uma precisaria pagar uma multa de R$ 500 para deixar o estabelecimento. Caso ultrapassassem determinado horário, uma nova cobrança no mesmo valor seria feita, conforme o relato registrado pela PM.
Durante a situação, uma das mulheres acionou a polícia. O boletim aponta ainda que o gerente teria retirado bruscamente uma mala das mãos de uma das vítimas, causando uma lesão na mão esquerda dela.
As jovens disseram aos policiais que eventuais dívidas mantidas com a proprietária já haviam sido quitadas. Elas alegaram, no entanto, que seriam aplicadas multas por diferentes motivos, fazendo com que permanecessem constantemente endividadas.
Perderam ônibus para Manaus
Com a saída atrasada, as duas jovens acabaram perdendo o ônibus para Manaus, apesar de já terem comprado as passagens.
Questionado pela PM, o gerente confirmou trabalhar no estabelecimento e, segundo a ocorrência, afirmou que teria agido por determinação da proprietária.
Os dois foram conduzidos à delegacia para os procedimentos cabíveis. O homem foi algemado durante a condução devido, segundo a PM, ao estado de exaltação e ao receio de fuga. A proprietária foi levada sem algemas.
As circunstâncias relatadas pelas vítimas e as eventuais responsabilidades criminais dos envolvidos serão apuradas pelas autoridades competentes.
