Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Política

Câmara aprova uso de câmeras urbanas para reforçar medidas protetivas da Lei Maria da Penha

A iniciativa, que visa modernizar o monitoramento e a proteção contra a violência doméstica, segue em análise nas comissões da Câmara dos Deputados.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Câmara aprova uso de câmeras urbanas para reforçar medidas protetivas da Lei Maria da Penha
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu um passo importante ao aprovar um projeto de lei que visa alterar a Lei Maria da Penha, propondo a criação de mecanismos de monitoramento urbano integrado. O objetivo central é utilizar a vasta infraestrutura de câmeras urbanas e sensores já presentes nas cidades para prevenir e reprimir a violência doméstica e familiar contra a mulher, fortalecendo a fiscalização das medidas protetivas.

O Projeto de Lei 1045/26, de autoria do deputado Alfredinho (PT-SP), estabelece que os sistemas de segurança urbana, que incluem tecnologias como reconhecimento facial, leitura de placas de veículos e biometria, poderão ser empregados para identificar situações de descumprimento de ordens judiciais de proteção.

Modernização da fiscalização

A relatora da proposta, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), defendeu veementemente a aprovação da medida, ressaltando que ela representa uma modernização crucial nos métodos de fiscalização das medidas protetivas.

Leia Também:

“A eficácia dessas medidas está diretamente ligada à capacidade do Estado de identificar rapidamente o descumprimento. Atualmente, essa responsabilidade recai quase que exclusivamente sobre a própria vítima, que precisa acionar a polícia após a agressão”, explicou a relatora.

Ela complementou que “este é um modelo reativo, onde a resposta estatal, muitas vezes, só ocorre depois que a violência já foi consumada”.

Adriana Accorsi também pontuou que a infraestrutura tecnológica disponível nas cidades está subutilizada no que diz respeito à proteção das mulheres. Com a integração proposta, a aproximação de um agressor monitorado a perímetros de restrição poderá ser detectada não apenas por um dispositivo individual, mas também pela rede de vigilância urbana.

Alertas automáticos e privacidade

O texto do projeto prevê que o juiz poderá determinar o cadastro da medida protetiva em um sistema integrado de segurança, delimitando perímetros geográficos de restrição. Este sistema terá a capacidade de emitir alertas automáticos, permitindo que a polícia tome providências imediatas caso o agressor se aproxime da vítima.

A proposta também assegura o respeito à privacidade e a proteção de dados pessoais, estipulando que as informações coletadas serão utilizadas exclusivamente para a prevenção da violência e a salvaguarda das vítimas.

Adicionalmente, o projeto prevê apoio técnico e financeiro da União para que estados e municípios possam implementar esses sistemas integrados de monitoramento. “Sem o fomento federal, as desigualdades regionais na capacidade de investimento em tecnologia de segurança pública poderiam gerar efeitos protetivos heterogêneos”, argumentou Adriana Accorsi.

Próximos passos legislativos

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pela análise de outras comissões, incluindo a de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o texto precisa ser aprovado tanto pelos deputados quanto pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR