No dia 1º de junho, uma aeronave da Aerolíneas Argentinas que operava o voo AR-1268, vindo de Buenos Aires, registrou danos no motor após colidir com um drone durante o procedimento de chegada ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro.

A avaria foi detectada pela equipe técnica de manutenção da companhia aérea argentina logo após a aterrissagem em solo carioca, durante uma inspeção de rotina realizada na estrutura do avião.

De acordo com a RIOgaleão, concessionária responsável pela administração do terminal, foram localizados restos de materiais compatíveis com componentes de um veículo aéreo não tripulado presos à fuselagem da aeronave.

Leia Também:

Apesar da gravidade da situação, não foi possível determinar com precisão o momento exato da colisão. A concessionária reforçou que nenhuma atividade com drones estava autorizada nas imediações do aeroporto naquela data.

Investigação do Cenipa

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), braço da Força Aérea Brasileira (FAB), foi formalmente notificado sobre o ocorrido para as providências cabíveis.

Segundo os investigadores, o choque não comprometeu a segurança do pouso e não resultou em feridos ou danos a terceiros, sendo tecnicamente classificado como um "incidente aeronáutico".

O Cenipa esclareceu que, após a análise preliminar dos dados coletados, decidiu-se por não abrir uma investigação completa, o que dispensa a publicação de um relatório final detalhado sobre o episódio.

É importante ressaltar que a legislação brasileira exige autorização prévia da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para qualquer operação de drones no espaço aéreo nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil