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Nesta quarta-feira (15), rodoviários e empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam de uma crucial audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ). O encontro, agendado para as 11h, visa selar um acordo sobre o reajuste salarial da categoria, que tem sua data-base em 1º de julho e já enfrentou paralisação.
A campanha salarial dos rodoviários, cuja data-base é 1º de julho, tem sido marcada por impasses. O Sindicato dos Rodoviários do Rio e o Rio Ônibus, representante patronal, já realizaram três rodadas de negociação no TRT-RJ, mas sem sucesso em alcançar um consenso.
Ao longo das tratativas, mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria demonstrou flexibilidade, reduzindo sua demanda por reajuste salarial de 17% para 12%, a ser pago em parcelas. Contudo, a proposta das empresas se manteve em 4,5%, um pequeno aumento em relação à oferta inicial do Rio Ônibus, que era de 4,39%.
Diante do impasse, o desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), interveio. Ele solicitou que os empregadores elevassem a proposta de reajuste para 5%, equiparando-a ao percentual já concedido aos rodoviários de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, municípios da Baixada Fluminense.
Paralisação
A insatisfação da categoria culminou na proposição de um dissídio coletivo de greve e de natureza econômica pelo Sindicato dos Rodoviários, no dia 27 de junho. Na mesma ocasião, o TRT-RJ reconheceu a legalidade do movimento, concedendo uma liminar que autorizou o início da paralisação. A decisão judicial, contudo, impôs a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa diária de R$ 50 mil por descumprimento.
A paralisação dos rodoviários do município do Rio de Janeiro teve início em 29 de junho. No entanto, o movimento foi suspenso em 2 de julho, atendendo a um pedido do TRT-RJ. A expectativa era que a medida incentivasse o sindicato patronal a apresentar uma proposta de reajuste mais vantajosa, mas, infelizmente, um novo acordo não foi alcançado.
As principais reivindicações da categoria abrangem o reajuste salarial, a valorização dos pisos remuneratórios, a elevação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o reconhecimento do intervalo para refeição como hora extraordinária, itens cruciais para a melhoria das condições de trabalho e remuneração.