Os pecuaristas de Mato Grosso enviaram 7,46 milhões de bovinos para o gancho em 2025, volume 28% superior ao registrado em 2024, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Pela primeira vez, o número de abates de novilhos e novilhas (animais com menos de 24 meses) superou o das demais faixas etárias. De acordo com o levantamento, foram abatidos 3,22 milhões de novilhos, alta de 17,55% em relação ao ano anterior.

Para o coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea, Rodrigo Silva, o avanço é reflexo direto da intensificação da pecuária no estado, aliada ao melhoramento genético e aos avanços na nutrição animal. Outro fator determinante é a maior oferta de bovinos oriundos de confinamento, o que eleva a participação de animais jovens no total abatido.

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Esse movimento, inclusive, tem contribuído para manter elevado o percentual de fêmeas no abate, mesmo com a redução no descarte de matrizes, característica da fase de baixa do ciclo pecuário.

“Apesar da redução no descarte de matrizes, os abates de fêmeas permaneceram em patamar elevado. Esse comportamento decorreu, principalmente, do aumento dos abates de novilhas terminadas, um nicho que vem ganhando relevância e se consolidando no estado”, destaca o Imea.

O crescimento do abate de novilhos também reflete diretamente na qualidade da carne. A carne de animais mais jovens é reconhecida pela maior maciez, melhor marmoreio e fibras musculares mais curtas, características que garantem suculência e sabor mais acentuado, ganhando a preferência de muitos consumidores.

Segundo o Instituto, o abate de novilhos representou 43% do total em 2025, enquanto animais com mais de 36 meses responderam por 22% e aqueles entre 24 e 36 meses, por 34%.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Leonel - Repórter | Estadão Mato Grosso