Nesta sexta-feira, dia 1º de maio de 2026, o município de Nobres, localizado a cerca de 122 km da capital Cuiabá, comemorou seu 61º aniversário de emancipação.

A cidade, que nos últimos anos ganhou as manchetes nacionais como um refúgio de belezas naturais — frequentemente impulsionada pelo slogan dos moradores: "Nobres é mais que Bonito, é lindo" —, chega a mais um ano de fundação celebrando o fortalecimento de sua economia e a expansão sustentável de seu turismo.

Com uma população de aproximadamente 15,8 mil habitantes (dados recentes do IBGE), Nobres tem se destacado na região Centro-Oeste não apenas pela preservação de seus rios e cachoeiras de águas azuis, mas também por sua forte atividade industrial e agropecuária.

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🌿 A Joia do Ecoturismo Brasileiro

O principal chamariz contemporâneo do município é a sua vasta oferta turística, concentrada especialmente nos distritos de Bom Jardim e Coqueiral. A região se consolidou como um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. Entre os atrativos que trazem visitantes do mundo todo, destacam-se:

  • Rios de águas cristalinas: Ideais para flutuação e mergulho livre, onde os turistas dividem espaço com uma rica diversidade de peixes nativos, preservados por rígidas normas ambientais locais.

  • Lagoa das Araras: Um imenso espelho d'água cercado por buritis, famoso por ser o habitat e cenário do "balé" diário de dezenas de araras e outras aves do cerrado brasileiro.

  • Turismo de Base Comunitária: O Projeto de Assentamento Coqueiral Quebó tornou-se uma referência estadual, unindo o desenvolvimento socioeconômico de famílias locais ao guiamento turístico e à preservação ambiental estrita.

🏭 Economia Diversificada e em Ascensão

Se as águas de tons turquesa movimentam o setor de serviços, hotelaria e comércio, a base econômica de Nobres é fortemente ancorada em outros pilares robustos. A cidade ostenta um excelente índice de desenvolvimento econômico, com um PIB per capita que ultrapassa a marca dos R$ 96 mil anuais, valor superior às médias estadual e da grande Cuiabá.

Os motores que garantem essa vitalidade incluem:

  • Indústria Extrativa e Transformação: Nobres é um dos maiores polos produtores de calcário, dolomita e cimento de todo o Centro-Oeste. A fabricação de cimento e a extração mineral lideram a geração de empregos formais na cidade.

  • Agronegócio: A cidade produz volumes expressivos de soja e milho, além de abrigar um forte rebanho bovino, mantendo as raízes vocacionais do estado de Mato Grosso.

📜 De "Seis Marias" à Emancipação

A história da região remonta aos tempos imperiais, muito antes das divisas políticas modernas. Habitada originariamente por povos indígenas como os Bakairi (que hoje mantêm as aldeias Santana e Nova Canaã no território de cerca de 37 mil hectares), Nobres servia como rota de passagem para garimpeiros e tropeiros entre Cuiabá e Diamantino no século XVIII.

O primeiro povoado foi batizado de "Seis Marias", uma alusão às antigas sesmarias que formaram o território (Bananal, Francisco Nobre e Pontezinha). Com o tempo e o cultivo local, passou a ser chamado de "Bananal". O nome definitivo, Nobres, homenageia a família do Sr. Francisco Nobre, um dos antigos proprietários de terras daquelas sesmarias.

Embora tenha conquistado a emancipação política em 1963 — sendo desmembrado dos municípios de Rosário Oeste e Chapada dos Guimarães —, foi apenas em 1º de maio de 1965 que Nobres foi oficialmente instalado. É esta a data cívica que rege o calendário de celebrações do município, tradicionalmente marcado por shows regionais e nacionais, cavalgadas, inaugurações de obras públicas e a clássica alvorada festiva.

🚀 O Futuro de Nobres

Ao soprar as velinhas de seus 61 anos, Nobres encara o amanhã com o desafio e a oportunidade de equilibrar sua indispensável força industrial com a proteção das riquezas naturais que a tornam tão singular. Crescendo no empreendedorismo e valorizando suas raízes comunitárias, a cidade mato-grossense segue trilhando um caminho onde desenvolvimento e natureza não apenas coexistem, mas prosperam juntos.

FONTE/CRÉDITOS: DA REDAÇÃO