A prévia da inflação oficial do Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apresentou uma variação de 0,62% em maio. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica uma desaceleração em comparação com abril, quando a taxa foi de 0,89%, uma diferença de 0,27 ponto percentual.

Apesar da queda mensal, o IPCA-15 acumula uma alta de 3,02% no ano e de 4,64% nos últimos 12 meses. Este último índice é superior aos 4,37% registrados no período anterior, evidenciando uma tendência de aumento no custo de vida.

Variações setoriais em maio

A análise do IBGE revela que o grupo de alimentação e bebidas foi o principal motor da inflação em maio, com uma variação expressiva de 1,38%. Outros grupos que também apresentaram altas relevantes foram habitação (1,03%) e saúde e cuidados pessoais (1,05%).

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Em contrapartida, o grupo de transportes registrou uma queda de 0,33%, influenciado principalmente pela desaceleração dos combustíveis. Despesas pessoais apresentaram uma variação de 0,50%.

Combustíveis e transportes em queda

Dentro do grupo transportes, os combustíveis apresentaram uma desaceleração notável, passando de uma alta de 6,06% em abril para uma queda de 1,47% em maio. Etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%) foram os responsáveis por essa redução.

No entanto, o gás veicular e as passagens aéreas tiveram altas, com o último item apresentando um aumento de 3,25% após uma queda expressiva em abril. O transporte por ônibus urbano também recuou 0,56%, influenciado por políticas de gratuidade ou redução tarifária em algumas capitais.

Impacto da alimentação e habitação

No setor de alimentação e bebidas, a alta de 1,38% foi impulsionada pela alimentação no domicílio, que desacelerou ligeiramente de 1,77% para 1,73%. Quedas nos preços da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%) foram compensadas por aumentos na batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%).

A alimentação fora do domicílio também desacelerou, registrando 0,51%. O grupo habitação, por sua vez, foi impactado pela alta de 2,16% na energia elétrica residencial, agravada pela implementação da bandeira tarifária amarela.

Saúde e cuidados pessoais

O setor de saúde e cuidados pessoais registrou uma alta de 1,05%, influenciada por produtos de higiene pessoal (1,60%), produtos farmacêuticos (1,25%) e planos de saúde (0,5%). O reajuste autorizado nos preços de medicamentos contribuiu para esse resultado.

Metodologia de coleta

Os preços que compõem o IPCA-15 foram coletados entre 16 de abril e 15 de maio, e comparados com os valores de 18 de março a 15 de abril. O indicador abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos em diversas regiões metropolitanas do país e em Goiânia.

FONTE/CRÉDITOS: Da Agência Brasil