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A Polícia Federal (PF) lançou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo central de investigar um suposto esquema de corrupção e irregularidades que envolvem um agente público e instituições do sistema financeiro nacional. A ação busca desvendar a participação de indivíduos nesse complexo arranjo.
De acordo com informações divulgadas pela corporação, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são executadas nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
Entre os nomes visados pela operação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), que ocupa a liderança do governo no Senado, e Augusto Ferreira Lima, sócio do Banco Master.
A Polícia Federal também detalhou que, além das buscas, estão sendo aplicadas medidas cautelares. Estas incluem a proibição de contato entre os investigados e a suspensão dos passaportes dos envolvidos.
A nota oficial da PF ressalta que “os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro”.
Posicionamento da defesa
Em contrapartida, a defesa de Augusto Lima manifestou-se por meio de nota, classificando as diligências da Polícia Federal realizadas nesta manhã como “desnecessárias”.
O comunicado da defesa enfatiza que Augusto Lima “está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”. A nota conclui afirmando que, “de todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”.
A equipe de reportagem da Agência Brasil informou que buscou contato com a assessoria do senador Jaques Wagner e aguarda um posicionamento oficial sobre o caso.