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Operando no negativo. As empresas estatais brasileiras acabam de acumular o maior prejuízo em mais de 20 anos, somando mais de R$ 7,2 bilhões de déficit de janeiro a agosto deste ano. |
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De onde vem esse buraco? O valor é composto pela soma do que é gerado pelas estatais federais e estaduais, que registraram prejuízos de R$ 3,3 bilhões e R$ 3,8 bilhões, respectivamente. |
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O resultado desse ano vai em linha com o do ano passado, em que as estatais já haviam fechado com um rombo de R$ 2 bilhões — outro resultado recorde dos últimos 8 anos. |
Por que isso importa? |
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Com dinheiro não existe subjetividade. A conta chega e quem tem que compensar esse resultado negativo é o governo federal por meio do Tesouro Nacional, entidade responsável por cobrir prejuízos de empresas administradas pelo estado. |
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Logicamente, esse movimento de “compensação” acaba aumentando a dívida pública e reduz o montante disponível para outras áreas importantes, como saúde, educação e infraestrutura. |
Mas o governo aparentemente tem um plano: |
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É só arrecadar mais. Nessa semana, a gestão da Fazenda, por intermédio de Fernando Haddad, anunciou que pretende emplacar mais duas novas taxões: (1) imposto para milionários e (ii) um piso de impostos de 15% sobre o lucro líquido para multinacionais. |
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Também essa semana — mas não se pode afirmar que foi por isso — Haddad foi vaiado em um evento do setor de seguros, mostrando a divisão de opiniões entre as medidas recentes na pasta econômica. |
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Na mesma linha, questionado sobre a tributação exclusiva aos milionários, Lula disse que quem “vive de especulação” deveria pagar, reforçando seu plano de campanha de isentar o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. |
FONTE/CRÉDITOS: THE NEWS