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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Economia

PIB brasileiro cresce 0,3% no segundo trimestre segundo estimativa da FGV

Apesar de retração em junho, indicador aponta avanço impulsionado pelo consumo das famílias e alta acumulada de 1,8% em 12 meses.

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Por Pagina1mt
PIB brasileiro cresce 0,3% no segundo trimestre segundo estimativa da FGV
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A economia brasileira registrou alta de 0,3% no segundo trimestre, conforme aponta o Monitor do PIB divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado foi impulsionado principalmente pelo consumo, apesar de o indicador oficial da FGV ter apontado um recuo de 1,1% na passagem de maio para junho.

Com esses números, o acumulado em 12 meses alcança um desempenho positivo de 1,8%.

Desaceleração econômica

O estudo, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, serve como uma prévia do Produto Interno Bruto.

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A coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, destaca que houve uma clara desaceleração da atividade econômica em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando o crescimento havia atingido 1%.

A perda de ritmo foi sentida em setores como agropecuária, indústria e serviços.

No entanto, a pesquisadora aponta que o consumo das famílias seguiu resiliente e manteve sua trajetória de alta.

Apesar da desaceleração trimestre a trimestre, o período entre abril e junho marcou a 20ª alta consecutiva no indicador.

Desafios macroeconômicos

Entre os fatores que pressionam o cenário atual, especialistas destacam os juros em patamares elevados, o endividamento das famílias e o encarecimento do petróleo.

Para conter pressões inflacionárias, o Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta de política monetária.

O Monitor do PIB também revelou que o consumo das famílias avançou 2,6% no segundo trimestre em comparação aos três meses anteriores.

As exportações tiveram alta de 4,5%, enquanto as importações cresceram 5,7% no mesmo recorte temporal.

Próximos passos

Enquanto o mercado aguarda a divulgação oficial do resultado trimestral pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), instituições financeiras projetam cenários variados.

O relatório Focus estima que o país encerre o ano com expansão econômica em torno de 2%.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil
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