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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Economia

Dario Durigan defende expansão das relações comerciais do Brasil

Secretário-executivo da Fazenda defende autonomia econômica contra incertezas globais e destaca avanço fiscal e tributário.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Dario Durigan defende expansão das relações comerciais do Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil.
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O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17), durante evento em São Paulo, que o país deve fortalecer suas relações comerciais com múltiplos mercados. Segundo o executivo, a estratégia visa garantir previsibilidade em um cenário internacional incerto, evitando a dependência de parceiros exclusivos na Ásia ou América do Norte.

Durigan destacou que governos e investidores estrangeiros observam o Brasil com confiança. Para ele, o governo brasileiro precisa se consolidar como um porto seguro global, conduzindo negociações estratégicas com plena consciência de suas fortalezas e vulnerabilidades.

A declaração ocorre em meio às recentes tensões diplomáticas com Washington. Na semana passada, o governo federal iniciou uma avaliação para determinar se a imposição de tarifas unilaterais dos Estados Unidos contra produtos nacionais será rebatida com a Lei da Reciprocidade Econômica.

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Aprovada no ano passado em reação às medidas tarifárias adotadas por Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais caso práticas unilaterais afetem a competitividade do Brasil.

Estabilidade fiscal e reformas

Além do cenário externo, Durigan argumentou a favor de mecanismos de contenção orçamentária e limites para gastos obrigatórios. Ele reiterou que a manutenção da trajetória fiscal sem desestabilização é indispensável para o equilíbrio econômico.

Sobre a reforma tributária, o representante da Fazenda reconheceu que as transformações podem gerar receio inicial. Contudo, apontou o ano de 2027 como um marco fundamental de transição para um modelo simplificado e eficiente no longo prazo.

Por fim, Durigan abordou a política monetária, afirmando que a ampliação do crédito depende de juros civilizados, os quais considerou a etapa decisiva para alavancar o desenvolvimento do país.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil
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