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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Política

Pesquisa revela que brasileiros superestimam a saúde e ignoram riscos

Estudo aponta que grande parte da população se considera saudável apesar do sedentarismo, excesso de peso e consumo de álcool.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Pesquisa revela que brasileiros superestimam a saúde e ignoram riscos
© Bruno Peres/Agência Brasil
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A saúde do brasileiro foi avaliada em um estudo recente realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados. O levantamento revelou que 59% dos entrevistados consideram a própria condição ótima ou boa, embora 63% estejam acima do peso e 42% sejam sedentários, acumulando fatores de risco importantes.

O estudo completo aponta ainda que 26% da população analisada apresenta obesidade, conforme os parâmetros definidos pela Organização Mundial da Saúde.

Entre os entrevistados que afirmam praticar atividade física, a média é de apenas 2,4 dias por semana. O patologista e CEO do A.C.Camargo Cancer Center, Victor Piana, destaca que os exercícios regulares ajudam no controle do peso e reduzem a incidência de tumores.

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“O excesso de peso é hoje reconhecido pela ciência como fator de risco para mais de dez tipos de câncer”, explica Piana. Quem não se movimenta perde uma das ferramentas preventivas mais acessíveis.

Alimentação

Dietas ricas em vegetais e fibras ajudam a prevenir o câncer de intestino. A pesquisa indica que 66% consomem alimentos frescos seis dias ou mais por semana, enquanto ultraprocessados aparecem duas vezes.

O preço alto de itens frescos afeta 29% dos que comem mal, enquanto 21% culpam a falta de tempo. Quem ganha até um salário mínimo sofre mais com o custo, enquanto quem ganha mais aponta a falta de tempo como obstáculo.

Álcool

Sobre as bebidas alcoólicas, 58% dizem não beber, 30% consomem de um a dois dias por semana e 5% bebem quase diariamente.

A Organização Mundial da Saúde classifica o álcool como cancerígeno. Os riscos aumentam quando a substância é combinada ao cigarro.

Segundo Victor Piana, quem consome álcool com mais frequência é justamente quem avalia a própria saúde como ótima ou boa, chegando a 64% nesse grupo.

Esse paradoxo mostra o perigo da falsa percepção, onde a sensação de relaxamento é confundida com o bem-estar físico real.

O maior perigo está no que não é percebido no dia a dia, como o sedentarismo e o consumo de álcool que se instalam silenciosamente.

A boa notícia é que esses hábitos podem ser modificados para reduzir as chances de doenças futuras, conclui o especialista.

A pesquisa ouviu 2.015 pessoas com 16 anos ou mais, de forma presencial, em todas as 27 Unidades da Federação.

FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil
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