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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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Organizações sociais poderão atender pessoas com deficiência após aprovação em comissão
Política

Organizações sociais poderão atender pessoas com deficiência após aprovação em comissão

Projeto de lei que expande atuação de entidades sociais para o cuidado de pessoas com deficiência avança na Câmara dos Deputados.

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A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (24) um projeto de lei que autoriza organizações sociais (OSs) a prestarem atendimento especializado a pessoas com deficiência. A proposta, que visa expandir as áreas de atuação dessas entidades que já gerenciam serviços públicos em nome do Estado, agora segue para análise em outras comissões.

Atualmente, as OSs estão limitadas a atuar em setores como pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, preservação ambiental, cultura e saúde. A nova legislação busca incluir o atendimento a pessoas com deficiência como uma de suas competências, ampliando o escopo de serviços públicos que podem ser oferecidos por meio dessas parcerias.

O texto aprovado é uma versão do relator, deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), para o Projeto de Lei 5924/23, de autoria do deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSD-SP). A iniciativa reforça os mecanismos de transparência e estabelece requisitos adicionais de governança para as entidades que recebem fundos públicos.

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Uma das principais alterações impõe que organizações sociais que já atuam na área da saúde obtenham o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas). Segundo a justificativa do relator, essa certificação funciona como um “instrumento adicional de garantia de idoneidade, transparência e regularidade” para as organizações.

Para mitigar possíveis interrupções nos serviços, o projeto define uma regra de transição. Entidades com contratos em vigor terão um período para solicitar o Cebas. Caso a certificação seja negada de forma definitiva, o gestor público terá 120 dias para iniciar um novo processo de seleção, assegurando a continuidade do atendimento à população.

Adicionalmente, o projeto estabelece que a qualificação de entidades e a celebração de contratos deverão ser conduzidas por meio de chamamento público, garantindo que os processos sejam públicos, objetivos e impessoais.

A proposta ainda será submetida à análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Caso aprovada por estas, o texto precisará ser votado pelo Senado Federal para então se tornar lei.

Para mais informações sobre o trâmite de projetos de lei no Congresso Nacional, acesse aqui.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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