Aguarde, carregando...

Terça-feira, 11 de Agosto 2026
Política

Governo solicita comissão mista para analisar MP da taxa das blusinhas

Medida zera imposto de importação em compras até US$ 50, mas perde a validade em setembro se não for aprovada pelo Congresso.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Governo solicita comissão mista para analisar MP da taxa das blusinhas
© Lula Marques/Agência Brasil.
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O governo federal solicitou formalmente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a instalação urgente da comissão mista para analisar a medida provisória sobre a taxa das blusinhas, nesta terça-feira (11), no DF, visando garantir a isenção de imposto antes do prazo final de votação.

A Medida Provisória 1357 precisa ser apreciada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado até o dia 8 de setembro, data em que perde a validade. Com o calendário do Congresso restrito por conta do recesso e das eleições, o Executivo corre contra o tempo para evitar que o texto caduque.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, enfatizou que a rápida instalação do colegiado é prioridade para manter em vigor a norma assinada pelo presidente Lula. O texto zerou a alíquota de 20% do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 efetuadas pela internet.

Leia Também:

Apesar da cobrança do Executivo, a assessoria de Davi Alcolumbre não se pronunciou sobre o requerimento. Paralelamente, o governo busca articulação com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para avançar com o Projeto de Lei Complementar 114, focado no equilíbrio fiscal e na mitigação dos impactos do preço do petróleo.

Oposição do setor industrial

A medida, contudo, enfrenta forte resistência de entidades empresariais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a regra prejudica a competitividade do mercado interno ao favorecer empresas estrangeiras.

Em contrapartida, o Ministério da Fazenda defende que a medida impulsiona o consumo popular. A pasta pontuou que o benefício fiscal só foi viabilizado após o fortalecimento de ações de combate ao contrabando e o aumento da regularização das compras digitais.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR