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Terça-feira, 11 de Agosto 2026
Policial

Família perde R$ 95 mil e polícia vai atrás da quadrilha

Operação da Polícia Civil cumpre mandados em Cuiabá contra quadrilha especializada em furtar residências. Investigações apontam que grupo agia com monitoramento prévio das vítimas.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Família perde R$ 95 mil e polícia vai atrás da quadrilha
Divulgação / PJC
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (11), a Operação Pele de Cordeiro, para cumprir 12 ordens judiciais contra investigados por um roubo majorado ocorrido em uma residência de Cuiabá. Durante o crime, uma família foi feita refém e teve um prejuízo estimado em mais de R$ 95 mil.

Ao todo, são cumpridos 5 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e 5 ordens de quebra de sigilo. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias e têm como base as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

O crime ocorreu por volta das 3h15 do dia 17 de março deste ano. Segundo a investigação, 3 criminosos armados abordaram as vítimas quando elas saíam da residência e, na sequência, invadiram o imóvel. Após o roubo, os familiares foram levados para uma região de mata, onde permaneceram amarrados e sob constantes ameaças.

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Durante o período em que ficaram em poder dos criminosos, as vítimas foram obrigadas a realizar transferências bancárias por meio do Pix. Uma delas chegou a ser agredida de forma brutal ao tentar se recusar a fazer uma das transferências.

Além do dinheiro movimentado por meio das transações bancárias, os criminosos levaram dinheiro em espécie, ouro, celulares e outros objetos de valor.

 

Investigação

Conforme a Polícia Civil, as investigações apontaram indícios de que o crime pode ter sido planejado previamente. A apuração identificou possível uso de informações privilegiadas, além de apoio logístico e movimentações financeiras realizadas após o roubo.

Uma das principais linhas investigativas apura a eventual participação de uma pessoa próxima à família, que poderia ter fornecido informações sobre a rotina das vítimas, o patrimônio e os valores mantidos na residência.

Os investigadores também trabalham para identificar a função de cada envolvido, incluindo os responsáveis pela execução do roubo, apoio logístico e eventual recebimento ou movimentação dos valores e bens levados.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais buscam apreender celulares, computadores, chips e outros dispositivos eletrônicos que possam conter mensagens, registros de chamadas, fotos, vídeos e contatos relacionados ao crime.

Também são procurados documentos e informações sobre movimentações financeiras, além de dinheiro, ouro, armas, munições e outros objetos que possam ter relação com o roubo.

A operação pretende ainda reunir provas capazes de demonstrar a ligação entre os investigados e esclarecer toda a dinâmica do crime.

A Polícia Civil busca descobrir quem teria fornecido informações sobre a família, quem planejou e executou o roubo, quem ofereceu suporte logístico e quem teria recebido, movimentado ou ajudado a ocultar os bens e valores subtraídos.

 

Nome da operação

O nome Pele de Cordeiro faz referência à principal linha investigativa. Segundo a Polícia Civil, há suspeita de que os criminosos tenham se aproveitado de uma relação de confiança e de informações privilegiadas sobre as vítimas para planejar a ação criminosa.

A expressão remete à aparência de proximidade ou confiança utilizada para obter informações sobre a rotina da família, a residência e os valores mantidos no local.

FONTE/CRÉDITOS: Yuri Ramires - GAZETA DIGITAL
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