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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Economia

Governo ajusta projeção do PIB e revisa crescimento econômico para os próximos anos

Ministério da Fazenda divulga novo Boletim Macrofiscal com mudanças nas estimativas de inflação e atividade econômica.

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Governo ajusta projeção do PIB e revisa crescimento econômico para os próximos anos
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Fazenda reduziu oficialmente a projeção de crescimento do PIB para 2026, passando de 2,3% para 2%. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22) por meio do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica.

Para o ano de 2027, a estimativa da atividade econômica também sofreu retração. O índice foi revisado para baixo, passando de 2,5% para 2,3% nas contas oficiais.

Segundo a SPE, a mudança decorre dos impactos dos juros restritivos sobre a indústria e os serviços. A equipe econômica adotou uma postura de flexibilização monetária mais gradual.

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Inflação em 4,9%

A estimativa para o IPCA em 2026 recuou de 5,1% para 4,9%. Contudo, o patamar permanece acima do teto da meta oficial, fixada em 4,5%.

A meta contínua do país é de 3%, permitindo uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O resultado incorporou os dados do IPCA até julho, influenciados pela trégua nos preços de alimentos comercializados nos domicílios.

A manutenção da Taxa Selic em patamar contracionista também fundamenta a desaceleração esperada para o segundo semestre.

Serviços e indústria

A retração no crescimento de 2026 concentra-se nas áreas mais dependentes de crédito e do consumo das famílias brasileiras.

As novas estimativas setoriais indicam:

  • Serviços: de 2,4% para 1,8%;
  • Indústria: de 2,1% para 1,7%;
  • Agropecuária: de 1,8% para 2,8%.

O avanço no campo compensou parcialmente a perda de ritmo nos demais setores produtivos analisados.

Pressão sobre 2027

Para o próximo ano, o cenário governamental une expansão menor e inflação mais elevada em comparação aos levantamentos anteriores.

As novas taxas projetadas são:

  • PIB: de 2,5% para 2,3%;
  • IPCA: de 3,6% para 3,8%.

O avanço inflacionário reflete possíveis impactos de um fenômeno El Niño mais forte sobre a safra agrícola.

Riscos no cenário

O relatório aponta diversos fatores externos e climáticos capazes de alterar as previsões fiscais vigentes.

  • Efeitos do El Niño na produção e nos preços;
  • Comportamento internacional do petróleo;
  • Oferta de crédito para empresas e famílias;
  • Ritmo da demanda interna e exportações.

Conflitos internacionais também entram no radar como potenciais geradores de volatilidade energética.

Parâmetros para o Orçamento

O documento da Secretaria de Política Econômica serve de base para a formulação do Orçamento da União.

Os dados orientam o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que será publicado na próxima quinta-feira (24).

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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