Uma nova portaria do Ministério da Saúde prevê a modernização do programa Farmácia Popular, permitindo que o serviço ofereça futuramente exames de sangue, urina, testes rápidos e teleatendimento para a população brasileira.
A iniciativa pretende ampliar a assistência médica e aprimorar o monitoramento do programa em todo o país. Para isso, a pasta criou um grupo de trabalho que avaliará a viabilidade técnica e logística da implementação das novas modalidades de atendimento.
O planejamento prevê a expansão do credenciamento de farmácias em territórios vulneráveis, com foco em periferias e grandes centros urbanos. Em regiões de difícil acesso, como áreas ribeirinhas, a gestão estuda adotar unidades móveis e estruturas avançadas.
Tecnologia e combate a fraudes
Para reforçar a segurança do sistema, o governo projeta utilizar inteligência artificial. A tecnologia ajudará na identificação dos beneficiários por biometria e reconhecimento facial, combatendo eventuais irregularidades na distribuição dos insumos.
A implantação efetiva dessas medidas dependerá de análises técnicas locais, pesquisas sanitárias e das necessidades específicas de cada município. Além disso, as regras atuais já aprimoram a gestão de riscos e a fiscalização dos estabelecimentos conveniados.
Em situações classificadas como de risco alto ou muito alto, o credenciamento das farmácias poderá ser suspenso de forma automática. As plataformas de dispensação e controle também passarão por atualizações digitais para garantir maior rastreabilidade.
Cobertura e serviços do programa
Atualmente, o Farmácia Popular atende cerca de 27,3 milhões de brasileiros e disponibiliza gratuitamente 41 itens essenciais. A lista inclui remédios para hipertensão, diabetes, asma, Parkinson e glaucoma, além de absorventes e fraldas geriátricas.
O programa conta com mais de 28 mil unidades credenciadas e alcança mais de 4,9 mil municípios, o que representa uma cobertura aproximada de 97% do território nacional.