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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Justiça

Entidades apoiam suspensão do Discord em defesa de crianças e adolescentes

Manifesto assinado por 67 organizações destaca que a decisão da ANPD cumpre o dever de prevenção a crimes digitais previsto em lei.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Entidades apoiam suspensão do Discord em defesa de crianças e adolescentes
© Valter Campanato/Agência Brasil
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Nesta terça-feira (18), um grupo de 67 entidades da sociedade civil divulgou um manifesto em apoio à suspensão do Discord no recurso de transmissões ao vivo, determinação feita pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para conter crimes e proteger menores de idade no ambiente virtual.

De acordo com o documento, a interrupção temporária da funcionalidade é uma medida proporcional ao risco. O manifesto pontua que a ação não bloqueia a plataforma totalmente, mantendo ativas as trocas de mensagens e integrações essenciais. A retomada depende exclusivamente de a empresa demonstrar capacidade técnica para detectar e conter abusos.

Investigações e proteção de menores

A intervenção da ANPD ocorreu após episódios graves de violência e de coação contra menores de idade no país. A medida administrativa acompanha operações de polícias civis em pelo menos oito estados, que apuram o uso da plataforma para o recrutamento de jovens, indução à automutilação e prática de crueldade contra animais.

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As organizações ressaltam que as diretrizes do ECA Digital exigem uma postura proativa da empresa. Por lei, cabe ao próprio aplicativo comprovar de maneira contínua que possui ferramentas eficientes de prevenção e mitigação de danos, antes que possa liberar novamente transmissões em vídeo para o público infantojuvenil.

Apoio institucional amplo

O manifesto é assinado por organizações como a Coalizão Direitos na Rede (CDR), o Instituto Alana, o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a SaferNet Brasil e o Instituto Sou da Paz. As entidades reforçam que a criação de salvaguardas no ambiente digital é uma necessidade urgente para proteger crianças e adolescentes.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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