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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Política

Candidaturas LGBT+ batem recorde em 2026 e ampliam presença nos partidos

Levantamento aponta 514 nomes confirmados para o pleito, representando um salto expressivo na participação e maior capilaridade partidária.

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Por Pagina1mt
Candidaturas LGBT+ batem recorde em 2026 e ampliam presença nos partidos
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O número de candidaturas LGBT+ registrou um patamar recorde para as eleições gerais de 2026. Até o momento, o país contabiliza 514 nomes confirmados, o que representa um crescimento de 57% em relação ao pleito de 2022.

As informações foram divulgadas pelo Instituto Plena Cidadania, organização focada em democracia e direitos humanos. A expansão ocorre na contramão da disputa geral, que teve queda no total de registros.

Proporcionalmente, a participação desse grupo mais que dobrou, passando de 1,12% para 2,5% do universo eleitoral total. A proporção saltou de uma candidatura para cada 90 pessoas em 2022 para uma a cada 40 neste ano.

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Crescimento no Congresso e diversidade partidária

A disputa pela Câmara dos Deputados teve alta de 84%, subindo de 116 para 214 postulantes. Nas assembleias estaduais e distrital, o avanço foi de 36%, indo de 205 para 279 nomes.

Gui Mohallem, da diretoria executiva do instituto, destacou que esses nomes estão mais espalhados. Em 2022, eles figuravam em 23 legendas; agora, estão presentes em 27 das 30 siglas em disputa.

O levantamento também aponta que o crescimento foi mais intenso fora do eixo Sul-Sudeste. A Região Norte liderou a alta percentual, com 141%, seguida pelo Centro-Oeste com 88% e Nordeste com 82%.

Metodologia e atuação

Os dados têm como base as inscrições registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na plataforma VoteLGBT, considerando exclusivamente as candidaturas autodeclaradas.

Especialistas ressaltam que os parlamentares eleitos costumam atuar em pautas sociais amplas, abordando interseções com gênero, raça e desigualdades regionais para atender às demandas da população.

FONTE/CRÉDITOS: Cristina Índio do Brasil - repórter da Agência Brasil
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