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Em um cenário benéfico para economias emergentes, a moeda norte-americana se aproximou da marca de R$ 5,10, registrando seu patamar mais baixo em 21 meses. O mercado acionário, por sua vez, experimentou um leve declínio, impulsionado pela venda de papéis por investidores que buscaram concretizar seus ganhos, um dia depois de a bolsa ter alcançado um recorde.
Na última quarta-feira (25), o dólar comercial finalizou o pregão negociado a R$ 5,125, refletindo uma desvalorização de R$ 0,031, equivalente a 0,6%. A jornada cambial foi marcada por considerável volatilidade, com a cotação iniciando em R$ 5,12, elevando-se para R$ 5,16 por volta das 12h50, e depois apresentando uma queda contínua no período da tarde, até fechar próximo do valor mínimo do dia.
Alcançando seu ponto mais baixo desde 21 de maio de 2024, a divisa dos Estados Unidos acumula uma retração de 2,33% no mês de fevereiro. No acumulado do ano de 2026, a desvalorização da moeda já atinge 6,63%.
O cenário no mercado acionário foi de realização de lucros. O Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o dia em 191.247 pontos, com uma leve baixa de 0,13%. Apesar da valorização de ações de empresas de mineração, impulsionadas pela elevação do preço internacional do minério de ferro, a venda de outros ativos para concretizar ganhos exerceu pressão negativa sobre o índice.
Pelo segundo dia consecutivo, o volume de investimentos estrangeiros direcionados a nações emergentes manteve-se robusto. Esse fluxo é observado após a Suprema Corte dos Estados Unidos anular as elevadas tarifas impostas pela administração de Donald Trump e em decorrência da implementação de uma taxa unilateral de 10% sobre todas as importações do país, um percentual inferior aos 15% inicialmente previstos.
Na terça-feira (24), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que a tarifa de 10% impactará apenas 25% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Com o novo esquema tarifário norte-americano, 46% das vendas externas para aquele país permanecerão livres de quaisquer encargos.
* Com informações da Reuters