A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestaram profunda preocupação com a possibilidade de interferência externa no processo eleitoral brasileiro. O temor principal recai sobre eventuais pressões capazes de comprometer a soberania nacional e a integridade das instituições democráticas.
Segundo as entidades, a definição dos representantes políticos cabe exclusivamente aos cidadãos do país. Governos estrangeiros, atores globais ou o poder econômico não devem tentar condicionar essa decisão por meio de pressões, manipulação de dados ou uso indevido de plataformas digitais.
O debate ganhou força após relatórios indicarem riscos de pressões geopolíticas e tentativas de influenciar o pleito. Em resposta, a comunidade acadêmica e científica convocou a sociedade civil e os poderes da República a se manterem vigilantes para garantir urnas livres de manipulações.
O tema também esteve presente em debates internacionais, como na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde lideranças enfatizaram a importância de combater o neocolonialismo e preservar a autodeterminação dos povos latino-americanos.