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Diamantino, 2 de junho de 2026 — Em uma reviravolta importante na política mato-grossense, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu anular as principais provas que sustentavam a cassação da vereadora Monnize Zangeroli (União Brasil), de Diamantino. A determinação, tomada por maioria dos votos na sessão desta segunda-feira (1º), reabre o processo e devolve o caso à 7ª Zona Eleitoral para novo julgamento.
A decisão representa uma vitória parcial para a vereadora, que teve o mandato cassado em primeira instância por supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024.
Motivos da decisão do TRE
Os magistrados entenderam que as provas obtidas em uma operação de busca e apreensão realizada em um hotel são ilícitas. A diligência foi iniciada a partir de uma denúncia anônima, sem elementos concretos que justificassem a medida, o que viola requisitos legais e constitucionais.
Além disso, a Corte apontou irregularidades na utilização de provas “emprestadas” de outro procedimento investigativo que não observou os princípios do contraditório e da ampla defesa.
O juiz Pérsio Oliveira Landim, cujo voto-vista foi acompanhado pela maioria, foi relator do entendimento vencedor. Com a nulidade das provas, o processo volta à fase de instrução na primeira instância, onde deverá ser proferida nova sentença com base apenas nas evidências remanescentes.
Entenda o caso
A ação contra Monnize Zangeroli e seu pai, o ex-secretário estadual de Fazenda Éder Moraes, acusava a campanha de ter recebido recursos acima do limite legal, configurando captação ilícita de votos e abuso de poder econômico. Durante as investigações, foram apreendidos dinheiro em espécie, materiais de campanha supostamente não declarados e anotações que indicariam pagamentos irregulares.
Em primeira instância, a Justiça Eleitoral cassou o mandato da vereadora e aplicou multa superior a R$ 53 mil para ela e o pai. O processo chegou a ter maioria formada pela manutenção da cassação no TRE, mas o voto-vista mudou o rumo do julgamento.
O que acontece agora?
Com a decisão do TRE-MT, Monnize Zangeroli ganha fôlego político. Ainda não há data para o novo julgamento em primeira instância, mas a vereadora poderá retomar a defesa com mais força, sem as provas consideradas inválidas.
O caso segue em acompanhamento pela Justiça Eleitoral e pode ter desdobramentos importantes para o cenário político de Diamantino e de Mato Grosso.
A defesa da vereadora ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão, mas fontes próximas celebram a anulação como um importante passo para restabelecer a “verdade dos autos”.