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Quarta-feira, 16 de Setembro 2026
Política

Tiktokização das campanhas esvazia o debate eleitoral, alerta Fenaj

Para a presidenta da entidade, Samira de Castro, a busca por audiência rápida e crises institucionais afastam propostas reais do alcance dos eleitores.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Tiktokização das campanhas esvazia o debate eleitoral, alerta Fenaj
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, afirmou em entrevista à Agência Brasil que o debate eleitoral no país está sendo empobrecido pela busca por engajamento rápido nas redes sociais e pela sobreposição de crises político-institucionais sobre propostas reais de governo.

Superficialidade e marketing nas campanhas

De acordo com a dirigente, as candidaturas têm adotado uma lógica de marketing superficial que prioriza conteúdos efêmeros em vez de discussões profundas sobre o país. "Sofremos um processo violento de 'tiktokização' da campanha eleitoral. Tudo se resume à dancinha", declarou Samira, criticando o consumo superficial de informações em períodos decisivos.

O impacto do jornalismo declaratório

A liderança da Fenaj também apontou que os desdobramentos de crises no Poder Judiciário e na Polícia Federal têm dominado o noticiário. Contudo, ela alertou para os riscos do jornalismo declaratório, que apenas reproduz falas sem o devido aprofundamento ou questionamento do impacto dessas disputas para a sociedade.

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Para Samira, quando a cobertura da imprensa foca unicamente no embate de bastidores e na busca por audiência imediata, pautas essenciais da sociedade ficam em segundo plano. Com isso, os eleitores perdem a oportunidade de avaliar com critérios sólidos os programas de governo em âmbito nacional e estadual.

Desafios futuros e pautas esquecidas

A presidenta da entidade defende que os veículos de comunicação precisam manter uma agenda própria de longo prazo. Segundo ela, é fundamental abordar temas estruturais e urgentes como as mudanças climáticas, a exploração de terras raras e a atração de data centers, ouvindo sempre fontes plurais e confiáveis.

Por fim, Samira ressaltou que o jornalismo deve cumprir sua função social de promover cidadania. Em vez de rivalizar com as redes sociais por engajamento momentâneo, a imprensa precisa agir com responsabilidade e dar voz às demandas da população diretamente afetada pela política.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
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