A margem de lucro da Petrobras alcançou o patamar mais alto entre as principais companhias do setor no primeiro semestre de 2026, ultrapassando rivais internacionais de peso como a Saudi Aramco, ExxonMobil e Chevron.
O dado foi divulgado em uma pesquisa inédita da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade que representa mais de 105 mil profissionais da categoria.
O levantamento técnico teve coordenação de Cloviomar Cararine, especialista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Essa é a primeira oportunidade em que a petroleira brasileira assume a liderança isolada nesse indicador específico desde o início da série histórica em 2020.
Margem x lucro
Enquanto o lucro representa o montante financeiro residual após todas as deduções, a margem avalia a eficiência produtiva da organização.
Ela demonstra exatamente qual parcela das receitas totais se converte efetivamente em ganho líquido para o caixa corporativo.
No ranking do Dieese, a Petrobras atingiu 29,15% no período, acumulando um ganho líquido de R$ 85,1 bilhões.
Veja o desempenho percentual das empresas avaliadas:
- Petrobras: 29,15%
- Saudi Aramco: 25,48%
- Chevron: 18,01%
- ExxonMobil: 16,33%
- BP (Reino Unido) 14,83%
- Equinor (Noruega) 12,84%
- Shell (anglo-holandesa): 9,94%
- TotalEnergies (França): 9,44%
Entre 2020 e 2025, a liderança pertencia à Saudi Aramco, enquanto a estatal brasileira ocupava frequentemente a segunda posição.
As informações foram extraídas de balanços oficiais das próprias corporações, excluindo marcas da China como Sinopec e PetroChina.
TOP 3 em lucro
Na análise do volume financeiro bruto em dólares, a companhia nacional garantiu a terceira colocação geral.
- Saudi Aramco: US$ 65,4 bilhões
- ExxonMobil: US$ 18,7 bilhões
- Petrobras: US$ 16,6 bilhões
- Shell: US$ 15,5 bilhões
- Chevron: US$ 14,3 bilhões
- TotalEnergies: US$ 11,8 bilhões
- BP: US$ 9,5 bilhões
- Equinor: US$ 7,9 bilhões
- ConocoPhillips (EUA): US$ 6,1 bilhões
Fatores para eficiência
Especialistas atribuem o salto operacional ao avanço na extração e à conjuntura internacional de cotações elevadas.
A gestão integrada, que abrange desde a extração até o refino, protegeu o negócio contra instabilidades externas.
A produção de óleo e gás bateu recorde histórico no segundo trimestre, alcançando 3,34 milhões de barris diários.
O aproveitamento das unidades de refino também atingiu o patamar histórico de 101,2% de utilização.
>> Leia aqui: Entenda como refinarias da Petrobras operam com mais de 100% de capacidade.
