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Quinta-feira, 06 de Agosto 2026
Política

Rio de Janeiro concentra quase 30% dos registros de exercício ilegal da medicina

Dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica alertam para o aumento de sequelas graves e pedem canal ativo de denúncias.

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Por Pagina1mt
Rio de Janeiro concentra quase 30% dos registros de exercício ilegal da medicina
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O estado do Rio de Janeiro registrou cerca de um terço de todas as ocorrências de exercício ilegal da medicina no Brasil entre 2012 e 2023, segundo dados consolidados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela polícia civil fluminense. O alto volume reflete a proliferação de intervenções estéticas invasivas conduzidas por pessoas sem a devida qualificação técnica.

Os números oficiais, contudo, ainda podem estar aquém da realidade. Autoridades e especialistas destacam que a subnotificação é frequente, provocada pelo constrangimento, receio de exposição ou simples falta de informação das vítimas sobre como formalizar a queixa.

O panorama detalhado foi exposto pela regional fluminense da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O órgão fez um apelo urgente por ações de fiscalização para conter riscos à saúde pública.

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Segundo a entidade, a realização de atos médicos por pessoas não habilitadas resulta em graves complicações, incluindo deformidades permanentes, infecções severas e mortes. Procedimentos invasivos demandam amplo conhecimento anatômico, suporte adequado e capacitação para lidar com eventuais intercorrências.

A SBCP-RJ ressaltou ainda que clínicas de estética convencionais e consultórios sem infraestrutura hospitalar não possuem as exigências técnicas necessárias para o suporte à vida durante emergências, ampliando significativamente o perigo para os pacientes.

Orientação e canais de denúncia

Para minimizar os riscos, a orientação principal é checar previamente se o profissional possui registro ativo nos conselhos regionais e na SBCP. A população é incentivada a denunciar qualquer suspeita de irregularidade às autoridades competentes.

Aos médicos, a orientação é reportar os atendimentos de vítimas de procedimentos clandestinos. A notificação deve ser feita diretamente ao CFM por meio da Plataforma Medicina Segura, auxiliando no combate às práticas ilegais.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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