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Quarta-feira, 19 de Agosto 2026
Política

Pedido de vista no Senado adia votação de projeto sobre minerais críticos

A proposta legislativa visa criar um conselho e um cadastro nacional para a industrialização e coordenação da política de minerais críticos.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Pedido de vista no Senado adia votação de projeto sobre minerais críticos
© Carolina Curi/Agência Senado
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A votação do relatório referente ao Projeto de Lei 4443/2025, que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, foi adiada nesta terça-feira (14) na Comissão de Infraestrutura do Senado, devido a um pedido de vista coletiva. Essa decisão posterga a análise de uma proposta crucial para a organização e o desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Durante a sessão, o relator da matéria, senador Wilder Morais (PL-GO), apresentou seu parecer. Contudo, um pedido de vista liderado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) impediu a imediata deliberação sobre o texto.

A presidência da comissão deverá agora agendar a nova data para o prosseguimento da discussão e votação.

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Entre as principais diretrizes do Projeto de Lei, destacam-se a instituição de um Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, bem como a criação de um Cadastro Nacional de Projetos de Minerais Críticos e Estratégicos. O objetivo central, conforme o relatório, é assegurar “unidade, coordenação e previsibilidade” à política pública do setor.

Financiamento

A proposta legislativa também contempla a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM). Esse fundo não se destina a conceder empréstimos diretos, mas sim a oferecer garantias que mitiguem os riscos associados aos investimentos no setor, operando de forma similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do sistema financeiro.

Adicionalmente, a Política Nacional de Minerais Críticos propõe que fundos já estabelecidos, como o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), os Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Centro-Oeste (FDCO) e do Nordeste (FDNE), além do Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE), possam financiar projetos de infraestrutura estratégicos para o desenvolvimento desses Minerais Críticos.

O texto legislativo ainda detalha a instituição de uma Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Formação Profissional (RN-MCE). Essa rede terá a função de integrar universidades, startups e instituições científicas e tecnológicas, visando impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias, capacitar mão de obra especializada e coordenar iniciativas de inovação no segmento mineral.

É importante ressaltar que a decisão da Comissão de Infraestrutura tem caráter terminativo. Isso significa que, após a aprovação nesta instância, o texto será encaminhado diretamente à Câmara dos Deputados, sem a necessidade de passar pelo Plenário do Senado.

Terras raras

No Brasil, a maior parte das reservas de terras raras está localizada nos estados de Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. Essas regiões abrigam os depósitos com maior potencial econômico para exploração.

O Brasil ocupa uma posição de destaque global em relação a diversos Minerais Críticos e estratégicos. O país detém as maiores reservas mundiais de nióbio (94%), somando 16 milhões de toneladas.

Além disso, é o segundo maior detentor de grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro em reservas de níquel (12%), totalizando 16 milhões de toneladas.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
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