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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Política

Especialistas alertam para risco de ações cibernéticas nas eleições

Analistas apontam preocupação com a atuação dos Estados Unidos e de grandes empresas de tecnologia na disputa eleitoral brasileira.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Especialistas alertam para risco de ações cibernéticas nas eleições
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Especialistas em relações internacionais e tecnologia alertam para o risco de ações cibernéticas dos Estados Unidos e de interferência por meio de plataformas digitais nas próximas eleições no Brasil.

A escalada de medidas recentes adotadas pelo governo de Donald Trump contra o país indica que novas estratégias podem ser implementadas no campo digital. A avaliação é de analistas consultados pela Agência Brasil.

Um memorando assinado recentemente pela Casa Branca gerou preocupação no setor. O documento possui caráter inédito e autoriza a colaboração com empresas privadas para operações de vigilância e efeitos cibernéticos.

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Especialistas explicam que essas ferramentas permitem investigações profundas e a criação de dossiês. O objetivo seria influenciar a percepção pública e beneficiar determinados candidatos durante o pleito.

Operações ocultas e infraestrutura

Diferentemente de pressões públicas, essas investidas podem ocorrer de forma subterrânea. O pesquisador Reynaldo Aragon destaca que a dependência tecnológica do Brasil é um ponto vulnerável.

Segundo o analista, grande parte da infraestrutura digital e dos sistemas sensíveis do Estado brasileiro está sob o controle de corporações norte-americanas. Isso amplia os riscos estruturais para a soberania nacional.

Em paralelo, o governo brasileiro já adotou medidas preventivas para proteger o sistema eleitoral. Autoridades locais buscam barrar tentativas externas de questionar a lisura das votações.

Nova doutrina de segurança

Por trás desse cenário está uma diretriz estratégica dos Estados Unidos voltada para a América Latina. O objetivo seria consolidar a influência geopolítica na região e moldar governos locais.

Para analistas, o Brasil é visto como uma peça central nessa disputa hemisférica. A proximidade entre executivos de tecnologia e o governo norte-americano reforça a atenção sobre o tema.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil
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