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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
Política

Novas tecnologias fortalecem o combate à violência contra a mulher em SP

Ferramentas digitais como a assistente Júlia permitem pedidos de proteção a qualquer hora, mesmo fora do expediente das instituições.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Novas tecnologias fortalecem o combate à violência contra a mulher em SP
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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Soluções tecnológicas têm ganhado protagonismo no combate à violência contra a mulher, permitindo atendimentos rápidos e denúncias a qualquer hora. O tema foi debatido nesta quarta-feira (2) em audiência pública na Câmara dos Deputados, onde a defensora pública-geral de São Paulo, Luciana Armiliato de Carvalho, destacou a relevância do uso de assistentes virtuais no acolhimento de vítimas.

Segundo a defensora, a assistente virtual Júlia já realizou quase 36 mil atendimentos de violência doméstica desde 2020. Além disso, as solicitações de medida protetiva de urgência feitas pelo canal registraram um crescimento de 15% entre 2023 e 2025.

Atualmente, 23% dos atendimentos da Defensoria Pública de São Paulo ocorrem fora do horário comercial, com 11% concentrados nos fins de semana. A instituição ressalta que a tecnologia garante assistência contínua, fundamental para momentos em que os órgãos presenciais estão fechados.

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Avanço no registro eletrônico de ocorrências

A coordenadora da Delegacia de Defesa da Mulher on-line paulista, Jamila Jorge Ferrari, apontou que o sistema remoto de registros com pedido de medida protetiva responde hoje por 26% dos boletins de violência doméstica no estado. O pedido é encaminhado automaticamente ao Judiciário e ao Ministério Público para agilizar a decisão judicial.

Outra iniciativa destacada no debate foi o Maria da Penha virtual, desenvolvido por estudantes de direito do Rio de Janeiro. Segundo Rafael Wanderley, diretor do projeto Direito Ágil, a ferramenta já auxiliou mais de 16 mil mulheres a realizarem denúncias.

Integração de sistemas e debate nacional

Durante a reunião, defendeu-se a criação de uma base nacional unificada de registros para integrar os dados de diferentes órgãos. Para aprofundar a discussão, a deputada Luizianne Lins (Rede-CE) propôs a realização de um seminário no Congresso Nacional durante a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, destacando que as ferramentas digitais devem apoiar, e não substituir, as políticas públicas presenciais.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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