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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
Política

A greve dos professores de escolas particulares afeta o Rio de Janeiro

Categoria cobra 5,5% de reajuste salarial e pagamento de horas extras por atividades virtuais após paralisação de 24 horas.

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Por Pagina1mt
A greve dos professores de escolas particulares afeta o Rio de Janeiro
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A greve dos professores da rede privada mobilizou mais de 1 mil educadores no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (2). Organizada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), a paralisação de 24 horas cobra reajuste salarial e melhores condições de trabalho diante do aumento das demandas pedagógicas virtuais.

A suspensão das atividades foi deliberada em assembleia no último sábado (29), motivada pelo impasse nas negociações com os estabelecimentos de ensino. Durante o protesto realizado no Largo do Machado, na Zona Sul da capital fluminense, os docentes manifestaram insatisfação com a defasagem dos vencimentos.

Principais reivindicações da categoria

  • Reajuste salarial mínimo de 5,5%;
  • Pagamento da hora-atividade para tarefas pedagógicas fora da sala de aula;
  • Gratificação por aprimoramento acadêmico;
  • Equiparação salarial entre professores da educação infantil, ensino fundamental e médio.

De acordo com Fábio Conde, diretor jurídico do Sinpro-Rio, a rotina profissional intensificou-se significativamente após a pandemia. Ele ressalta que o uso contínuo de plataformas virtuais e o tempo dedicado à preparação de materiais não são remunerados, resultando em sobrecarga constante para os docentes.

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"O professor está trabalhando na escala 7 por 0, porque ele trabalha todos os dias, tem fichas e trabalhos para corrigir fora de sala de aula, sem intervalo", pontuou Conde. Segundo a entidade sindical, essa rotina exaustiva tem gerado um elevado número de afastamentos por problemas de saúde mental.

Procurado para comentar as reivindicações da paralisação, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) informou que optou por não se manifestar no momento.

FONTE/CRÉDITOS: Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
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