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Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
Política

Ministério da saúde qualifica atendimento para doença renal crônica no sus

Novas medidas do governo integram consultas, exames e aumentam repasses financeiros para evitar o agravamento de patologias.

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Ministério da saúde qualifica atendimento para doença renal crônica no sus
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde ampliou recentemente o atendimento especializado voltado a pacientes com doença renal crônica no âmbito do SUS, visando assegurar diagnóstico ágil, estancar o avanço do problema e diminuir ocorrências severas. A estratégia reformula fluxos e integra serviços essenciais para a população.

Em comunicado oficial, a pasta detalhou a implementação de uma nova estrutura assistencial por meio do programa Agora Tem Especialistas. O modelo agrupa consultas, exames e intervenções em pacotes coordenados, contando com repasses financeiros até 360% mais altos em comparação aos patamares anteriores.

Como exemplo dessa reestruturação financeira, a fase preparatória para a hemodiálise teve sua remuneração elevada de R$ 940,22 para R$ 3.000,63, garantindo maior sustentabilidade para a rede de atendimento.

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Entenda

Essa nova dinâmica operacional ocorre por meio das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). Trata-se de um formato que consolida, em um único arranjo, todas as etapas terapêuticas exigidas conforme a gravidade e o estágio clínico de cada indivíduo.

O escopo dessas ofertas engloba avaliações médicas especializadas, exames de imagem e laboratoriais, suporte com equipes multiprofissionais e procedimentos correlatos.

O ministério ressaltou que a medida pretende encurtar os intervalos entre as fases do tratamento, assegurar seguimento ininterrupto e preparar devidamente os pacientes que necessitarão adotar a terapia de substituição renal.

Anemia

Adicionalmente, a pasta promoveu a revisão do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Anemia na Doença Renal Crônica, integrando à rede pública novas alternativas farmacológicas, a exemplo da carboximaltose férrica e da derisomaltose férrica.

Transplante renal

O procedimento de transplante renal também compõe esta linha de cuidado estruturada. Com o suporte das OCIs, o monitoramento clínico especializado otimiza a triagem e o direcionamento de pacientes aptos à avaliação cirúrgica, inclusive antes da imposição da diálise.

As diretrizes do Sistema Nacional de Transplantes estabelecem que indivíduos em estágios avançados da enfermidade, mesmo sem iniciar a diálise, recebam orientações sobre o procedimento cirúrgico e obtenham acesso facilitado ao corpo médico especializado.

Desse modo, a assistência prévia à diálise atua diretamente na preparação e no encaminhamento adequado daqueles que preenchem os critérios para o transplante, concluiu o órgão federal.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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