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As fortes precipitações que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais resultaram em um balanço trágico de 55 óbitos, conforme a mais recente atualização divulgada pelo Corpo de Bombeiros na tarde da última quinta-feira (26/2). Para enfrentar a crise, oito equipes de trabalho estão ativas ininterruptamente, com seis delas concentradas em Juiz de Fora e as outras duas em Ubá, dedicadas às operações de busca e salvamento.
Na cidade de Juiz de Fora, o número de vítimas fatais alcançou 49, e a busca por 11 indivíduos desaparecidos prossegue. A localidade contabiliza ainda cerca de 3 mil habitantes que tiveram de deixar suas residências, encontrando-se desalojados, sem registros de desabrigados até o presente momento.
Já no município de Ubá, as autoridades confirmaram seis falecimentos e a procura por duas pessoas permanece. A cidade enfrenta a situação de 1,2 mil pessoas desalojadas e 500 desabrigadas, que necessitam de abrigo temporário.
Matias Barbosa, por sua vez, não reportou mortes ou desaparecimentos. Contudo, 810 de seus moradores foram desalojados, embora não haja desabrigados até o momento nesta localidade.
Em Juiz de Fora, uma das frentes de trabalho mais intensas ocorre no bairro Esplanada, onde militares do 12º Batalhão de Bombeiros Militar, com sede em Patos de Minas, estão empenhados na busca por vítimas de um desabamento. Uma residência de três andares colapsou, soterrando cinco membros da mesma família, e quatro corpos já foram resgatados.
Rastreamento de celulares auxilia na localização
A complexa operação de resgate é conduzida por uma força-tarefa multidisciplinar. Ela inclui equipes terceirizadas da prefeitura, que utilizam equipamentos pesados como retroescavadeiras e caminhões, e também técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cuja expertise é crucial para rastrear sinais de telefones celulares, visando encontrar potenciais sobreviventes sob os destroços.
O apoio da equipe do canil de Varginha também é fundamental nas buscas. Atualmente, os militares direcionam seus esforços para uma área específica, identificada como prioritária após a atuação conjunta dos cães farejadores e da tecnologia de rastreamento da Anatel.
O contingente do 12º Batalhão de Bombeiros Militar é composto por oito militares, organizados em dois grupos. Quatro trabalham durante o dia e quatro durante a noite, assegurando um esquema de revezamento que permite a continuidade ininterrupta das operações por 24 horas, com coordenação eficaz em todas as áreas de intervenção.