De acordo com dados do Ministério da Saúdeocorrem de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto no Brasil. Uma das principais causas de óbitos no país, a condição — também conhecida como ataque cardíaco — é a morte de células do músculo do coração devido à formação de coágulos que interrompem o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa.

Evitar o risco de infarto envolve adotar uma dieta balanceada, conforme destaca a cardiologista Aline Azevedo. Pós-graduada em insuficiência cardíaca, a especialista sustenta que a alimentação saudável é a “pedra angular” da prevenção de doenças cardiovasculares em todos os indivíduos.

“Consumir menos sódio pode diminuir a pressão em 6 mmHg em pessoas já hipertensas e 2 mmHg nos normotensos o que, consequentemente, reduz o risco de infarto”, explica a médica atuante na área de ecocardiografia. À coluna Claudia Meireles, ela menciona alimentos que ajudam a evitar o risco da doença.

Leia Também:

A cardiologista cita primeiramente as nozes. “São ricas em ômega 3, antioxidantes e fibras”, ressalta. Aline pontua que esses compostos nutritivos diminuem o colesterol e contribuem para a redução do risco de infarto. Ela lista também as frutas vermelhas, por exemplo, mirtilo, morango, framboesa e amora.

“As frutas vermelhas são fontes de antocianinas e flavonoides, ambos antioxidantes que reduzem a inflamação e melhoram a saúde vascular”, enfatiza a pós-graduada em prevenção e tratamento de doenças relacionadas à idade.

Com relação a outras opções classificadas como benéficas para a saúde e que diminuem o risco de infarto, a médica recomenda ingerir alimentos como frutas, verduras, leguminosas e opções com alto teor de fibras.

“Estudo prévio de meta-análise relatou risco 11% menor de acidente vascular cerebral (AVC) associado ao consumo de três a cinco porções diárias de frutas e vegetais, e 26% menor de cinco porções diárias”, referencia Aline Azevedo.

Frutas vermelhas ajudam na saúde do cérebro, segundo estudo de HarvardAs frutas vermelhas oferecem ativos que atuam para reduzir o risco de infarto

FONTE/CRÉDITOS: Marina FerreiraClaudia Meireles - METROPOLES