O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família de outubro para que todos os beneficiários recebam até quarta-feira (21.10). A justificativa oficial é prevenir os impactos de eventos climáticos associados ao El Niño sobre as famílias em situação de vulnerabilidade. A antecipação também será aplicada em novembro e dezembro.
Os pagamentos começaram nesta segunda (19), já com reajuste de 15,04% anunciado em setembro. Com a correção, o valor mínimo mensal por família passou de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio estimado subiu de R$ 675 para R$ 777. Segundo o governo, o percentual recompõe a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Antes da mudança, os depósitos de outubro estavam previstos para ocorrer entre os dias 19 e 31. Com a unificação do calendário, os pagamentos serão concluídos no dia 21. A liberação segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
Calendário de pagamento
NIS final 1: segunda-feira (19);
NIS final 2: terça-feira (20);
NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0: quarta-feira (21).
Impacto nas contas públicas
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026, a partir da folha de outubro, e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.
O governo informou que fará ajustes no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que está em tramitação no Congresso Nacional, para incorporar a despesa adicional. Durigan afirmou que há disponibilidade de recursos para custear a medida e que o reajuste não exige créditos extraordinários fora do orçamento previsto.
De acordo com o ministro, parte do espaço fiscal utilizado neste ano decorre da redução da fila de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que teria liberado recursos no orçamento.