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Quinta-feira, 27 de Agosto 2026
Justiça

Idoso de 91 anos passa mal em banco e filho denuncia descaso em VG: “Humilhação muito grande”

Segurança, gerente e sargento da PM são citados após idoso esperar quase duas horas por atendimento

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Idoso de 91 anos passa mal em banco e filho denuncia descaso em VG: “Humilhação muito grande”
VGN
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O idoso Osvaldo Ferreira de Siqueira, 91 anos, passou mal após permanecer por quase duas horas sem atendimento na agência do Banco Itaú, em Várzea Grande, na manhã dessa terça-feira (08.04). O caso foi registrado em boletim de ocorrência e denunciado pelo filho, Elizeu Oliveira de Siqueira, ao VGN, que aponta uma sequência de falhas no atendimento, desde a entrada na unidade até a atuação da Polícia Militar.

Conforme registro policial, pai e filho chegaram à agência às 11h43 e só deixaram o local às 13h44. Durante esse intervalo, o idoso permaneceu em pé por longo período, sem acesso imediato ao atendimento prioritário, até apresentar sinais de mal-estar e precisar se sentar no chão dentro da agência.

Meu pai ficou lá, passando mal, sem assistência

A situação, segundo o filho, é ainda mais grave devido ao estado de saúde do idoso. Ele relata que o pai possui uma hérnia exposta e já foi desaconselhado por médicos a passar por cirurgia, o que exige cuidados redobrados e evita esforços físicos prolongados, como permanecer em pé por muito tempo.

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“Meu pai tem uma hérnia exposta. A saúde dele é muito delicada. Ele não pode ficar em pé muito tempo, é um esforço muito grande para ele. Mesmo assim, deixaram ele naquela situação”, afirmou.

Segundo Elizeu, o problema teve início ainda na área externa da agência, onde o fluxo de clientes aguardava para entrar. Mesmo após informar a idade do pai e o direito à prioridade prevista em lei para pessoas com mais de 80 anos, o acesso teria sido impedido pela segurança da unidade, obrigando o idoso a permanecer na fila comum.

“Eu pedi para ela deixar meu pai entrar, expliquei que ele tem prioridade. Ela simplesmente falou que não ia entrar e que era para aguardar com os demais. Um senhor de 91 anos ficou do lado de fora”, relatou.

Ele afirma que tentou dialogar e esclarecer a legislação, mas a orientação da segurança foi mantida, mesmo diante da condição do idoso e do tempo de espera que já se acumulava no local.

“Eu falei: você está descumprindo a lei. Meu pai tem prioridade máxima. Mesmo assim, ela se negou, não deixou entrar de jeito nenhum”, disse.

Com o passar do tempo, o quadro do idoso se agravou, exigindo que ele interrompesse a permanência em pé. “Meu pai não aguentou mais ficar em pé, começou a passar mal e teve que sentar no chão. Eu tenho vídeo dele nessa situação”, afirmou.

Mesmo após o agravamento do estado de saúde, Elizeu relata que a situação não foi prontamente resolvida dentro da agência. Segundo ele, a gerência foi acionada, mas não teria alterado a dinâmica de atendimento para priorizar o idoso.

“A gerente falou que lá eles fazem revezamento, que não atendem só um. Mas isso não existe. A lei fala que acima de 80 anos é prioridade total”, declarou.

Diante da negativa e da demora, a Polícia Militar foi acionada para intervir na situação. No entanto, conforme o filho, a abordagem não resultou em qualquer medida prática para garantir o atendimento do idoso.

“Eu liguei várias vezes. Quando o policial chegou, nem quis ouvir. Falou para eu fazer um boletim e procurar meus direitos. Depois disso, ninguém mais apareceu”, disse.

Sem apoio institucional, a solução partiu dos próprios clientes que aguardavam atendimento na agência. Sensibilizados com a situação, eles permitiram que o idoso tivesse acesso ao interior da unidade.

“Quem resolveu foram as pessoas que estavam na fila. Elas ficaram indignadas e deixaram ele entrar. Não foi o banco”, relatou.

Ainda assim, segundo Elizeu, o atendimento não ocorreu de forma imediata após a entrada, prolongando o tempo de permanência no local. “Colocaram várias pessoas na frente dele. A gente ficou quase duas horas lá dentro com um idoso esperando”, afirmou.

O filho relata que a situação não é isolada e que episódios semelhantes vêm se repetindo em diferentes estabelecimentos, principalmente em locais com filas e atendimento ao público.

“Isso acontece todo mês com a gente. Em banco, mercado, energia… todo lugar que tem fila. Quando a gente tenta fazer valer a lei, ou as pessoas não sabem ou simplesmente ignoram”, disse.

Ele também aponta que há falta de informação e sinalização adequada sobre a prioridade para idosos acima de 80 anos, o que contribui para os conflitos.

“Muita gente não conhece essa lei. Tem lugar que não tem nem aviso. A população não sabe, os atendentes não respeitam. A gente acaba sendo humilhado”, declarou.

Diante do episódio, Elizeu afirma que pretende buscar responsabilização e cobrar mudanças. “A humilhação é muito grande. Eu não vou parar por aqui. Vou procurar meus direitos e lutar para que isso não aconteça com outras pessoas”, disse.

Outro lado

A reportagem solicitou posicionamento da Polícia Militar sobre a conduta do atendimento relatado. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

Já o Banco Itaú não foi localizado até o momento para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestação.

FONTE/CRÉDITOS: Nicolle Ribeiro/VGN
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